A última ficha caiu há 13 anos
Até o início dos anos 90, era necessário inserir fichas metálicas para completar uma ligação telefônica usando um ''orelhão''. Elas iam caindo à medida que o tempo ia passando, o que produzia um ''ruído'' bem peculiar. Às vezes, quando eram colocadas muitas fichas de uma só vez, elas acabavam sendo ''engolidas'' e o aparelho deixava de funcionar.
Os cartões telefônicos começaram a substituir o antigo sistema de fichas em 1994 mas até hoje, mesmo quem não viveu aqueles tempos compreende e usa a expressão ''cair a ficha'', que sobreviveu à passagem do tempo.
A entrada dos cartões telefônicos no mercado acabou criando uma nova mania: eles logo se transformaram em objeto do desejo de colecionadores. ''Eu já tenho mais de mil deles, de vários estados e até de Hong Kong, que foram trazidos por uma prima'', conta a publicitária Larissa Sandrini. (L.X.)
Serviço
- Aparelhos antigos, fotos e documentos sobre a história do telefone no Brasil e no Paraná podem ser vistos no museu localizado na Torre Panorâmica da Brasil Telecom (Rua Professor Lycio de C. Vellozo, 191 - Mercês - Tel.: 3339-7613), que funciona de terça a domingo (inclusive feriados) das 10 às 19 horas. Os ingressos custam R$ 3,00 maiores de 60 anos e crianças até nove anos pagam meia.





