A TI revolucionou as telecomunicações
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Quando o assunto é Tecnologia da Informação (TI), é quase impossível não associar as telecomunicações neste "pacote de dados". Alguns já denominam a atividade como Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O setor de telefonia que começou no século passado, basicamente focado na engenharia, hoje vive a era digital e já dispensa importância muito maior à TI.
O Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação de Londrina e Região reconhece na Sercomtel papel fundamental para o desenvolvimento do setor em Londrina. Agora, a empresa, que já se destacava pela alta tecnologia nos anos 1980, é peça-chave para se consolidar o projeto de Cidade Digital em Londrina. O gerente de Desenvolvimento de Negócios da Sercomtel, Roberto Nishimura, que vem da área de TI, relembra o avanço tecnológico das telecomunicações.
"Quando a gente fala no mundo de telecomunicações, há que se resgatar o século passado, no mundo analógico. Telecom era algo muito voltado para engenharia, circuitos eletrônicos, equipamentos eletrônicos. Conforme isso foi se transformando em digital, a própria evolução natural fez que com que as centrais telefônicas também evoluíssem. Hoje são computadores que fazem a convergência da TI com comunicação", detalha.
Segundo Nishimura, a TI revolucionou as telecomunicações. Para ele, em pouco tempo será impossível dissociar um coisa da outra. "A Sercomtel trabalha com a telefonia digital e a gente sabe que o mundo digital é o computador. No passado tínhamos o plano com minutagem, que o pessoal chamava de pulso. A contagem era como um hidrômetro da Sanepar, um registro da Copel. Hoje, as possibilidades são infinitamente maiores por conta da TI", avalia.
Para o gerente da Sercomtel, a parceria com o APL teve avanços significativos nos últimos anos. "A nossa expectativa é conseguir cada vez mais a prestação de serviços com empresas locais, sem ter a necessidade de buscar esse expertise em Curitiba ou São Paulo, por exemplo. Até porque a mão de obra de fora é mais cara do que a local. E aqui a gente tem grandes universidades que formam bons profissionais", ressaltou.
Nishimura já enxerga Londrina como um polo de TI. Segundo ele, a grande prova dele foi a chegada da Atos, multinacional francesa de serviços de tecnologia da informação. Ele destaca que a estrutura em telecomunicações foi decisiva para que a empresa escolhe Londrina para se instalar. "Quando a Atos começou a 'paquerar' a cidade, não tinha só Londrina no páreo, eles visitaram cidades em todo o Brasil. Entre todas, eles encontraram aqui as melhores condições de infraestrutura de telecomunicações. A presença da Sercomtel foi um peso fundamental para a vinda deles. Essa vinda da Atos certamente vai despertar o interesse de novas empresas".
A ideia de união é a definição de Nishimura para a parceria da Sercomtel com a APL. "Estamos nos ajudando. Um tema bem fresco por exemplo é Cidades Digitais. Para que isso ocorra, é preciso que todos somem esforços. É preciso gente com criatividade para criar sistemas que atendam às necessidades do dia a dia. Esta é uma demanda enorme com mercado em expansão". Ele destaca ainda a presença da Sercomtel em todo o eixo do APL, de Cornélio Procópio a Apucarana. "Estamos presentes com os serviços oferecidos e por meio da rede de fibra ótica da nossa sócia Copel, um importante instrumento para a TIC", observou.



