A sorte dos que deixam tudo para a última hora
Enquanto muitos torcedores canarinhos se preparam com grande antecedência, outros acabam deixando sua paixão pelo futebol fluir em cima da hora. Este foi o caso do advogado João Guilherme Mansur, 25 anos. Na Copa de 1994, ele decidiu em cima da hora que não poderia perder a conquista do tetra. Após a vitória do Brasil sobre a Holanda, nas quartas de final, teve certeza que o caneco seria nosso. Jogou tudo para cima e tratou de se mandar para os Estados Unidos. Comprei a passagem e viajei sem ter ingresso e nem saber onde ficaria hospedado, lembra Mansur. Acabei me dando melhor do que se tivesse visto tudo com antecedência.
A sorte conspirou a favor do torcedor atrasadinho. O ingresso para a semi-final ele comprou de um cambista pelo preço oficial (US$ 80,00) e o da final arrematou também pelo valor de tabela (US$ 300,00), de um grupo de brasileiros que tinha ganho a viagem num concurso. Na hora de se acomodar, acabou dando mais sorte ainda. Encontrei um amigo no aeroporto que estava viajando a convite de uma grande empresa. Fui ao hotel dele para telefonar e, como um casal que viajaria com eles desistiu na última hora, estava sobrando um quarto: fiquei no hotel, o Sheraton, um cinco estrelas, sem pagar nada! Depois de tudo isso, o Brasil ainda ganhou a Copa: melhor, impossível. Mansur pretende assitir a Copa do ano que vem, mas, dessa vez, quer acertar tudo com antecedência.Estou botando fé na conquista do Penta.





