03h30 da madrugada. Esse é o horário que Vagner Felipe Souza Santos ou Vaguinho acorda para inciar seu dia de trabalho. Com apenas 21 anos de idade, poderia estar voltando de uma balada, mas a opção pela profissão de tratador de animais não permite, mas isso não o incomoda. Ele está na profissão há 10 anos. O gosto pelo trabalho veio do pai, Valdomiro, 45 anos, ou Miro, como todos chamam, que também é tratador, há mais de 25 anos. Vaguinho começou a viajar com o pai e aprendeu a gostar da atividade.
Pai e filho não se assustam com a difícil rotina, nem com a falta de conforto que a profissão lhes impõe: ficam na estrada em média 20 dias por mês, dormindo em barracas e percorrendo feiras agropecuárias por todo o país. "Nosso trabalho é de grande responsabilidade, pois cuidamos de animais que custam mais de 1 milhão de reais", diz seu Miro.
As principais atividades de um tratador , como destacam vai desde o banho caprichado no animal, com direito a muita espuma, condicionador, repelente de mosquitos, a toalete (depilar barba, orelhas e rabo, lixar o chifre) manejo do gado para exposição, alimentação, remédios, apresentação para julgamento e leilão, além de saber esclarecer curiosidades e dúvidas dos visitantes das exposições.

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