A satisfação de correr por correr
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
André Amorim<br>Equipe da Folha 
Não foram apenas atletas profissionais que participaram das competições da 12ª Maratona de Curitiba, realizada no último domingo. Longe da ameaça dos velozes quenianos e da paranóia dos cronômetros, onde cada segundo faz toda diferença, existe um time de corredores para quem o grande prêmio está na própria prova. Para esses competidores, a maior recompensa pelo esforço não está no pódio, tampouco nas medalhas e sim no sentimento de auto-superação que acompanha o final de cada competição.
Caminhando com dificuldade com a ajuda da esposa Luciana da Silva, o analista de sistemas Hideson da Silva sente-se um vitorioso. Não pela sua colocação na prova e sim pela nova conquista que acabara de realizar ao completar os 10 quilômetros da competição. Para ele, correr é mais do que um simples hobby, é uma paixão que leva paralela à sua vida profissional.
Para praparar o físico ele tem que se desdobrar entre os comprimissos de trabalho e da família. "Quando não dá tempo (de treinar) volto correndo pra casa", brinca.
Assim como ele, a atriz Kassandra Speltri, 31 anos, também confessa seu amor pela corrida. Desde que participou da primeira competião, em março deste ano, passou a correr diariamente nas ciclovias da cidade até chegar à marca de 12 quilômetros de treino por dia. "Ponho meu MP3 e vou embora", conta ela, cujo combustível para essas empreitadas são bandas de punk-rock como Ramones, Sex Pistols e Toy Dolls. Essa relação com o esporte começou ainda na adolescência, quando a atriz praticava o atletismo, alguns anos depois teve seu primeiro filho, hoje com seis anos, e quis fazer alguma atividade física para entrar em forma. Acabou fascinada pelo esporte. "Descobri que o meu hobby é correr", afirma.
Milhares de pessoas testaram seus limites participando da maratona de 42 quilômetros, da corrida de 10 quilômetros ou mesmo da caminhada de 5 quilômetros desse domingo. Essa foi a 43ª prova de que participou o professor Luiz Fernando Nunes, 44 anos, para quem a corrida vale mais pelo condicionamento físico. "É mais pra brincar, eu corro pela saúde e não pela competição", garante. Apesar da maneira descompromissada com que trata essas situações, ele diz que pretende fazer provas maiores em breve.


