A robótica chega às escolas
Davi Grosso Hasura, 8 anos, ainda não tem força suficiente para dobrar o arame que irá prender a hélice do pequeno barco que ele estava fazendo. Mesmo assim Davi não desiste. Com a ajuda do professor, consegue domar metal e completar a tarefa. ''A minha mãe só deixa eu desmontar aquilo que eu sei montar outra vez'', confidencia.
Como os amigos Guilherme Fernandes Fonteque, 11 anos, e Leon Gregório Lenardão, 11 anos, Davi sempre gostou de desmontar carrinhos, mexer em rádios, investigar tomadas e outros cacarecos eletrônicos. Usando as manhãs de sábado, os garotos estavam empenhados em construir um barquinho a motor operado por controle remoto. Cada um escolheu um modelo de barco e passou a trabalhar nele. Mede e corta a madeira, junta a cola, prende a hélice, acrescenta o motor. O desafio dos pequenos inventores era fazer com o barquinho naveguesse por dez metros, sem afundar e nem parar no meio do caminho. ''Só não pode afundar'', anuncia Leon.
Experiente na arte de tentar fazer barquinhos, Guilherme, está no terceiro exemplar. '' O primeiro não funcionou, o segundo não andava, vamos ver se o terceito funciona'', brinca. ''Nosso objetivo não é que cada aluno tenha um barco bonitinho. Queremos que ele consiga pensar e fazer sozinho'', ressalta o professor e diretor da Didaki Laboratório de Robótica, Roberto Mathias Susin. A Didaki é uma empresa londrinense que dá cursos de robótica e possui laboratórios em duas escolas particulares: a St. James e a Alfa, onde os cursos podem ser frequentados pela comunidade em geral mediante o pagamento de uma mensalidade.(J.W.)





