As universidades e faculdades de Cornélio Procópio se tornaram um grande polo de atração de estudantes à cidade. Contando hoje com duas universidades: tecnológica federal (UTFPR) e estadual e três faculdades particulares, além dos procopenses, as instituições recebem estudantes de outras cidades da região e até de São Paulo.
  As faculdades particulares estimam que cerca de 70% dos alunos sejam de outros municípios. No entanto, na UTFPR essa projeção chega a 95%. Pelo fato de os cursos de engenharia da instituição serem em período integral, uma boa parte dos alunos que vêm de fora passaram a residir na cidade, contribuindo para aquecer a economia local. ‘‘É bom para o desenvolvimento da cidade. É uma indústria limpa que traz diversos universitários, sem poluição’’, opina Devanil Antônio Francisco, diretor geral da UTFPR em Cornélio.
  Na cidade, os aspirantes a universitários encontram 1.582 vagas para 24 opções de cursos de ensino superior e 24 de pós-graduação em 10 vestibulares por ano.
Processo de expansão
  Fundador da Faculdade Cristo Rei (Faccrei) há dez anos, José Antônio Conceição, lembra que, nesse período, havia ainda uma carência de cursos de graduação na cidade, e que a maioria dos estudantes se formava em outros locais. Na época, apenas a Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio (Faficop) e a Unidade de Ensino Descentralizada (Uned) do Cefet-PR (Centro Federal de Educação Tecnológica) atuavam na cidade.
  A história do ensino superior em Cornélio Procópio tem cerca de 40 anos, mas foi de dez anos para cá que houve uma grande movimentação com a criação de outras faculdades particulares e transformação da Faficop em campus da Uenp e da unidade do Cefet-PR em UTFPR. A mais recente instituição - a Fakcen (Faculdade Km Cento e Vinte Cinco) - tem apenas três anos, com a oferta do curso de Enfermagem.
  Hoje, a UTFPR está em expansão. Através do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), no ano passado, a universidade pôde ampliar sua estrutura física com um bloco de 2 mil metros quadrados destinados a salas de aula, laboratórios e ampliação do restaurante universitário.
  O Reuni também possibilitou ampliar o número de alunos atendidos pelo programa de assistência estudantil de 150 para 350. Por uma emenda de bancada, a universidade ainda adquiriu, no ano passado, um terreno ao lado com mais de 10 mil metros quadrados, mais um barracão, para mais uma ampliação com novas salas de aula e laboratórios.
  Além disso, a mudança viabilizou a realização de convênios com instituições de ensino internacionais e facilitou o o acesso a verbas de órgãos fomentadores, afirma o diretor geral.
Uma nova realidade
  Com a transformação da Faficop em campus da Uenp, a instituição passou a lidar com uma nova e positiva realidade: a pesquisa acadêmica. ‘‘É uma realidade muito nova para o campus. Enquanto faculdade, pesquisa não era vista como prioridade. Enquanto universidade, passa a ser como uma obrigação’’, relata o vice-diretor do campus, Bruno Ambrozio Galindo.
  Depois da mudança, ele conta que os professores têm se dedicado muito à pesquisa e alguns até passaram a morar na cidade. ‘‘Ciências biológicas, Geografia, Matemática, Letras, Pedagogia, todos esses cursos já possuem grupos de pesquisa. Isso atrai investimentos de agências financiadoras com aumento no número de bolsistas de iniciação científica na cidade e professores indo a congressos no Brasil inteiro.

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