Milímetros fazem a diferença entre usar óculos e enxergar bem. A correção cirúrgica de miopia, cataratas e outros problemas de visão depende de precisão para otimizar resultados. Meta difícil de ser alcançada em um órgão que não pára nunca de se mexer. ‘‘O olho tem 4 mil movimentos por segundo, o que dificultava posicionar com exatidão o laser, mas com o novo sistema de radar a precisão é fantástica’’, explica o oftalmologista Nobuaqui Hasegawa, diretor do Hospital de Olhos de Londrina. Se a mão humana não é capaz de acompanhar o olhar, as máquinas já conseguem com tecnologia de rastreamento baseada em radar e desenvolvida pela Nasa (Agência Aeroespacial Norte-americana). Funcionando há quatro meses, o equipamento – o quarto a ser instalado no país –, consegue acompanhar o globo ocular e compensar o movimento do olho na aplicação do laser. Em processo de expansão, o Hoftalon atende cerca de 5 mil pessoas por mês pelo SUS – realizando em média 600 cirurgias mensais –, e é exemplo da posição da cidade como pólo de referência na área, atendendo 80 municípios da região. (A.S.)

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