Das 7 horas da manhã às 16 horas, o agente de apoio da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) Pedro (nome fictício; o personagem quis preservar sua identidade) cuida do banheiro do Terminal Guadalupe, um dos mais movimentados do Centro de Curitiba. Pedro tem muito trabalho; a toda hora é um entra e sai de gente querendo usar o banheiro e ele orientando: ''É R$ 0,50. Paga na saída''. O dinheiro é usado na manutenção. Este, aliás, é o grande problema do local. ''É o vandalismo, a depredação. Pichação é um problema. O pessoal usa canetinha, caneta. A maioria escreve propaganda. Tem de escola de supletivo, de prostituição'', enumera.
Nem toda vigilância do agente é suficiente para frear os que acreditam ser donos do banheiro. Enquanto explica que o desrespeito da população com o bem público piora a qualidade do serviço, um homem tentar entrar fumando no banheiro. Em cima da cabeça de Pedro, uma placa proibe cigarro no local fechado. O agente diz que não pode fumar dentro do banheiro. O homem pega o cigarro recém aceso, joga no chão e entra tranquilamente. A bituca fica ali queimando... São atitudes assim que o agente de apoio da Urbs tem de enfrentar o dia inteiro.
Outro empecilho do trabalho são aqueles que reclamam de ter de pagar para usar o banheiro. ''Essa é a maior reclamação do povo, que acha que tem que ser gratuito. Muitos acabam saindo sem pagar; dizem que não têm dinheiro para pagar. Acabo tendo que tirar do meu bolso'', conta. (T.A.)

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