Na década de 1980, Colombo foi o município brasileiro com a maior taxa de crescimento, 12,3%. Hoje, possui a oitava maior população do Paraná e a segunda maior da Região Metropolitana de Curitiba - de acordo com projeções do IBGE (2000) seriam 244 mil pessoas -, embora seja a 17ª em arrecadação. O orçamento municipal é de 140 milhões. "A cidade sofre consequências dessa explosão demográfica. O município destina esforços para o atendimento comunitário e políticas para reduzir os problemas sociais", explica o assessor de imprensa de Colombo, Osni Mendes.
A cidade tem demandas reprimidas na educação e na saúde, onde o tempo de espera para cirurgias e em algumas especialidades chega a um ano. Dos 580 quilômetros de malha viária do município, 80% ainda não foram asfaltados. Colombo também sofre com a ocupação irregular, 30% da população vive nessas condições, concentrada em áreas como Vila Nova e a região de Guaraituba. Só na Vila Liberdade e Zumbi dos Palmares, onde é erguida habitação popular, moram 15 mil pessoas.
As indústria de cal, moveleira e artefatos de cimento são responsáveis pelo faturamento do município. "A cidade ainda tem altos índices de violência por causa da ociosidade, aqui é um celeiro de mão-de-obra. Mas estamos entre os maiores geradores de emprego do Paraná, de 2006 até 2008", disse. "Diante da carência social, damos ênfase a prevenção da saúde com os agentes comunitários. Em 2008, reduzimos a taxa de mortalidade infantil em dois dígitos e ficou em 9,6% óbitos de menores de um ano de idade por cada mil nascidos vivos", informa Mendes.

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