A natural beleza do Sudoeste do Paraná
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segunda-feira, 09 de fevereiro de 2009
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Coronel Vivida - Do sotaque inconfundível de seu povo à natureza singular, o Sudoeste do Paraná abriga destinos ainda muito pouco explorados, mas com inegável potencial turístico. Os roteiros espalhados por 42 municípios contemplam uma variedade sem fim de belezas naturais e outras tantas que foram construídas pelas mãos do homem.
Uma das apostas mais firmes e que conta com diversas opções já bem estruturadas é o turismo voltado para a exploração do potencial dos lagos formados pelas diversas usinas hidrelétricas da região, os rios e cachoeiras, e as propriedades termais das águas, como as existentes em Francisco Beltrão, Sulina e Verê. Nesses três municípios, só a iniciativa privada está investindo mais de R$ 10 milhões para revitalizar parques.
Com pouco mais de três mil moradores, Sulina mantem-se bucólica e com a natureza ainda preservada. A menos de quatro quilômetros do centro chega-se ao Termas de Sulina. O espaço foi adquirido pelo Grupo Memberg - que atua em vários setores na região - e está sendo remodelado. A gerente Silvia Bianchini conta que a intenção é transformar a propriedade em um hotel fazenda, ampliando o conforto e as opções de diversão aos hóspedes.
O turista conta com seis piscinas de água mineral sulfurosa,®MDBO¯®MDNM¯ que jorra da fonte a uma temperatura de 38ºC. Também está sendo estruturado o ''Parque da Aventura'', com duas tirolesas (a maior tem 350 metros de extensão por 45 metros de altura), pêndulo de 15 metros, rapel, escalada e trilha ecológica. No local há chalés para até oito pessoas, equipados com hidromassagem.
''A variedade de roteiros é muito grande e penso que este é o tipo de turismo com melhores perspectivas. Queremos oferecer opções para que o turista que viajar até Foz do Iguaçu também conheça a nossa região'', destaca Silvia.
Para fomentar o turismo regional no Sudoeste foi criada a Agência de Desenvolvimento Regional do Sudoeste. O diretor, Célio Bonetti, adiantou que uma das metas é estruturar pelo menos cinco roteiros integrados englobando vários municípios que possuem atrações complementares.
Além do Caminho das Termas, estão sendo planejados os Caminhos das Araucárias (envolvendo Palmas, Mariópolis, Pato Branco, Coronel Vivida, Chopinzinho e Mangueirinha, onde ainda resistem extensas áreas com espécies nativas), os Caminhos do Vento (no eixo Palmas-Barracão, com potencial para o turismo de inverno, rural, de aventura e tecnológico), os Caminhos da Fronteira (entre Capanema e Barracão) e os Caminhos dos Lagos do Iguaçu (entre Capanema e Mangueirinha).
Outro projeto em estudo é o ''Iguaçu Missiones'', parceria firmada entre diversos órgãos dos três estados do Sul para incrementar um roteiro que contemple as reduções jesuíticas gaúcha, serra catarinense e a região da fronteira paranaense até Guaíra. O estudo está sendo formatado e o próximo passo será a captação de investimentos.
Bonetti valoriza que a região é pródiga em destinos, mas uma das grandes dificuldades ainda é a infraestrutura. As estradas, por exemplo, não são ruins, mas precisam receber melhorias na sinalização, inclusive dos pontos turísticos.
Embora haja boas hospedagens e restaurantes, a rede hoteleira e de alimentação precisa ser incrementada, principalmente nas cidades menores. Os próprios roteiros também carecem de serviços que facilitem o acesso e ofereçam mais conforto aos visitantes.
O diretor da agência lembra, no entanto, que muitas das melhorias estão sendo bancadas pela iniciativa privada e outra parte começa a ser viabilizada pelo setor público. ''Boa parte dos municípios com potencialidade turística também já estão incluindo o turismo dentro de suas políticas locais'', garante Bonetti.


