Um garimpo diário nas chamadas second-hands de Londres faz parte do processo. Há cinco anos instalado em Curitiba, o grupo K.O. - Kennedy Onassys revende exclusivamente roupas trazidas da capital inglesa. ‘‘Temos um escritório lᒒ, conta o gerente de uma das lojas, Pedro Ernesto Marcondes Carneiro.
‘‘Esta tendência em vender roupas de segunda-mão nos brechós vem da Europa’’, explica o gerente. ‘‘Lá há inúmeros ‘mercados de pulgas’ (grandes feiras de rua que comercializam igualmente objetos novos e usados) e brechós’’.
O hábito já se tornou tão forte no Velho Mundo que, segundo conta Carneiro, ‘‘nas grandes cidades européias é comum que as pessoas deixem a própria roupa do corpo no brechó, levando outra no lugar’’.
Ele acredita que os curitibanos estão se acostumando e aceitando cada vez mais o fato de comprar em brechós, o que está propiciando o fortalecimento destas lojas.
Apesar disto, ele explica que grande parte do público ainda é composto por pessoas ‘‘descoladas’’, como artistas e intelectuais.
‘‘Vários atores famosos já compraram em nossas lojas’’, lembra o gerente. ‘‘Entre eles a Fernanda Montenegro, Patrícia França, Paulo Goulart, Françoise Fourton e outros’’. Segundo ele, no inverno as vendas sobem, principalmente devido à grande procura pelas capas e sobretudos.
Cada peça custa de R$ 20,00 a R$ 200,00 e ele garante que é possível sair da loja ‘‘muito bem vestido’’ com pouco mais de R$ 100,00. ‘‘É só saber escolher’’, informa.

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