A longa vida das embalagens
Conhecida como "Capital do Rodeio", Colorado, no Noroeste do Estado, passou a integrar a lista dos municípios que abrigam empreendimentos ligados ao meio ambiente desde que o empresário André Rodrigues decidiu, há pouco mais de um ano, dar uma guinada nos negócios: com a venda dos caminhões que movimentavam sua transportadora, investiu R$ 600 mil na compra de equipamentos para produção de telhas ecológicas.
Alugou um imóvel de dois mil metros quadrados e, desde então, produz telhas grandes - no mesmo formato daquelas de fibrocimento, com 2,15 metros de comprimento por 94 cm de largura - a partir do reaproveitamento das camadas de plástico e alumínio que revestem as embalagens longa vida (veja quadro nesta página).
Com dez funcionários, a Mega Telhas Ecológicas produz 50 toneladas/mês de chapas lisas. Parte da produção é transformada em duas mil telhas para residências e prédios comerciais. André Rodrigues diz que o produto tem o mesmo preço das telhas de fibrocimento convencionais, com vantagens: são mais leves e têm maior flexibilidade.
"Não quebram, não trincam, não racham nem são perfuradas por granizo", afirma o empresário. "E têm conforto térmico maior; nesse item, só perdem para as telhas de barro." Outra parte da produção vira tapumes para pisos, revestimento de paredes, fabricação de móveis - e em tudo o mais que a criatividade permitir. "Já vi esse material revestindo carretas e barcos", aponta Rodrigues.
Segundo ele, o negócio é "100% ecológico" porque os resíduos são reaproveitados na confecção de tapumes de segunda linha para cercar obras ou, então, viram pellets que substituem a madeira na alimentação do forno que fornece calor para o secador em dias chuvosos.
André Rodrigues revela ter sido atraído para a área ambiental depois de ter trabalhado durante 14 anos no Japão, onde as empresas precisam inovar sempre para não perderem a certificação ISO 14.000. "Já naquela época vi que a sustentabilidade é um mercado que tem futuro."






