A logística que funciona
Nem só de maus exemplos vive a logística reversa. A Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara) mantém serviço de recolhimento e destinação de embalagens de defensivos agrícolas, sem gastos para o poder público. Em 13 anos, a entidade recolheu mais de 12 milhões de embalagens média de um milhão/ano.
A associação tem por responsabilidade manter local para devolução das embalagens, recebê-las, encaminhá-las para os fabricantes e emitir comprovante de entrega para o agricultor. Além dos pontos de recebimento, a Anpara utiliza serviço de transbordo itinerante que chega em 32 municípios do Norte do Paraná, por meio de um programa de agendamento. Cabe aos agricultores devolver as embalagens lavadas e acondicionadas até um ano após a compra.
"Antigamente, os agricultores enterravam as embalagens vazias nas propriedades, queimavam, armazenavam de qualquer forma, ou entregavam para sucateiros em uma reciclagem sem discriminação", afirma Irineu Zambaldi, diretor técnico executivo da Anpara.
Hoje, o cenário é outro e funciona muito bem. No país, em 2012, 94% das embalagens de agrotóxico foram retiradas do campo e enviadas para a destinação ambientalmente correta.





