Entre tantas opções disponíveis, escolher um curso de graduação não é uma tarefa fácil para muitos vestibulandos. A decisão geralmente é guiada por diversos fatores, como identificação com a área, influência da família e vantagens e desvantagens do mercado de trabalho. O pouco tempo para a escolha também não ajuda muito.
Para não errar na decisão, buscar informação é essencial. E não apenas das profissões, mas também dos cursos, para se ter a real noção do que cada área exige de conhecimentos. ''Muitas vezes o vestibulando pensa que conhece o cotidiano de um determinado tipo de profissional, mas não faz ideia de como é um curso de graduação para aquela profissão. Alguns escolhem geografia, por exemplo, e não sabem que precisarão estudar estatística'', afirma o psicólogo e professor da Unopar e da Pitágoras, Francisco Heitor da Rosa.
Buscar opções diversas de cursos também é importante. ''Às vezes a pessoa tem certeza de uma área, mas não conhece as outras'', declara a psicóloga e orientadora Thaís Drubruschi.
Os testes vocacionais podem até ajudar, mas não devem ser a única fonte de conhecimento para escolher um curso. De acordo com Francisco da Rosa, nenhum teste é capaz de determinar que profissão uma pessoa deve escolher. Ele recomenda que o vestibulando faça um trabalho de autoconhecimento.
''A informação profissional (quais disciplinas compõem a grade curricular do curso de formação, qual o mercado de trabalho, qual a remuneração média na área, qual o grau de reconhecimento social da profissão), o autoconhecimento e a história pessoal devem permitir ao vestibulando a oportunidade de uma escolha consciente, respeitando os valores que ele atribui a cada um desses fatores''.
Para muita gente, porém, o exercício de autoconhecimento não é fácil e, neste sentido, buscar orientação de especialistas pode ser interessante. Thaís presta este tipo de serviço e percebe que, ao contrário de gerações anteriores, os adolescentes de hoje estão buscando mais orientação. ''Antes eram os pais que iam atrás disso para os filhos'', ressalta.
A psicóloga explica que o trabalho de orientação profissional não consiste simplesmente em definir a melhor opção para o vestibulando, mas dar subsídios para que ele faça sua própria escolha. ''Alguns adolescentes vêm com a expectativa de que a gente vai descobrir, mas são eles que devem fazer isso'', afirma.
Francisco da Rosa afirma que os psicólogos possuem ferramentas técnicas apropriadas para auxiliar o vestibulando. ''Testes psicológicos, dinâmicas de grupo e atividades de escrita auxiliam o jovem a tomar consciência de suas características e do peso de suas decisões'', destaca.
Serviço
Diversas clínicas em Londrina prestam orientação profissional. Para quem não tem condições de pagar pelo serviço, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) oferece o trabalho de forma gratuita, por meio de um projeto de extensão de orientação vocacional e profissional voltado à comunidade. A coordenação é da professora Rose Marie, do Departamento de Psicologia e Psicanálise. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3371-4000.

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