A história preservada em 313 museus no Paraná
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segunda-feira, 01 de fevereiro de 2010
Adriana Franco<br> Especial para Folha de Londrina 
O Paraná foi o primeiro estado do país a criar a Coordenação do Sistema Estadual de Museus (Cosem), para cuidar especificamente do setor de museologia nos municípios. O fato ocorreu em 1990 e de lá para cá o cuidado com a parte histórica do estado foi merecendo cada vez mais atenção. A maior evolução constatada recentemente foi o número de museus no Paraná, que cresceu de menos de 100, em 2007, para 313 até o início deste ano.
Segundo a museóloga e ex-presidente do Cosem, Clarete Maganhoto, o setor de museologia tem obtido bastante atenção em todo o país, por isso tem havido tantos avanços. ''Ao criar no ano passado o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) acredito que teremos ainda mais reforços, porque ficava tudo nas mãos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e para conseguir recursos, por exemplo, era mais difícil, a burocracia era maior'', comenta.
Os 313 museus do Paraná são subdivididos em três categorias e estão espalhados por 18 regionais. Os espaços museológicos são os teatros e casas de cultura, por exemplo, que contêm lugar para expor acervo histórico. Os museus são prédios cuja finalidade é apenas de manter e preservar o acervo histórico. Já os espaços museais são considerados praças históricas monumentos; patrimônios da humanidade, como as Cataratas do Iguaçu; igrejas; enfim, lugares que podem ser visitados e que normalmente possuem objetos históricos.
A tipologia Histórico é a mais comum entre os museus do Paraná, ao todo são 124. Em segundo, somando 39, estão os espaços com acervo de Ciências. Em terceiro e empatado estão os de Arte, Imagem e Som e os de História Natural, Botânico e Ecológico, são 38 para cada. Os Antropológicos e Étnicos ficam em quarto com 27.
Clarete diz que a preocupação da museologia é de cultivar a cultura de cada município e levantar a memória local. Ela ressalta a necessidade de uma conscientização do valor de cada foto e documento que as pessoas muitas vezes de desfazem. ''Muitas famílias têm peças importantes em casa por não existir um lugar específico na cidade para guardá-las adequadamente'', comenta. Mas mesmo diante de alguns problemas, a museóloga se vê satisfeita com todas as conquistas atingidas desde atua na área.


