A história de Zequinha
As balas Zequinha foram uma invenção da fábrica de doces e de chocolate A Brandina, fundada na década de 1920, na Rua Nunes Machado, 304, no centro de Curitiba, por quatro irmãos poloneses - Francisco, João, Antônio e Eduardo Sobânia. Conta a história que Francisco, após uma viagem a São Paulo onde viu uma coleção de figurinhas, teve a idéia de embalar as balas usando a figura de um palhaço como estratégia para aumentar as vendas do doce. O que ninguém sabe dizer é que palhaço teria servido de inspiração para o personagem Zequinha.
Os irmãos Sobânia encomendaram as figuras à Impressora Paranaense e, em 1929, saiu a primeira coleção de 30 figuras, impressas em litografia, no tamanho 5x7cm, provavelmente criadas pelo desenhista-chefe da impressora, Alberto Thiele. Com o sucesso da iniciativa, as figuras logo foram expandidas para 50, mais tarde para 100 e, finalmente, já a cargo do desenhista Paulo Carlos Rohrbach, para 200.
Em 1948, a fábrica foi vendida aos irmãos Franceschi, que continuaram expolorando a marca até 1955, quando a venderam para a firma E.J. Gabardo e Masochetto, até que em 1967, Zigmundo Zavatski adquire o direito à marca e a patente, que detém até hoje. A última tiragem das figurinhas, já impressas em off-set, saiu em 1967. É por isso que as figurinhas têm fases distintas. A primeira coleção - e a mais valiosa - traz impresso o nome dos Irmãos Sobânia. Na segunda edição, aparece o nome da fábrica E.J. Gabardo e Masocheto.
Durante todos esses 40 anos, no entanto, os desenhos sofreram pouquíssimas modificações. O que só ocorreu na década de 70, quando o governo Ney Braga lançou uma campanha para aumentar a arrecadação de ICM. ''O Clube do Zequinha'', como era chamado, trocava notas fiscais por figurinhas. Álbuns cheios valiam cupons para concorrer a prêmios. (M.G.)





