A globalização e o Brasil
O futuro do Brasil está atrelado ao do continente sul-americano, porém com a vantagem de ser o grande país intermediário da região que ainda tem uma margem de manobra ampla. A consideração é do editor e economista César Benjamin, doutor pela Universidade Bicentenária da Venezuela, que discorreu sobre a relação entre o fenômeno da chamada globalização e a situação do Brasil durante a Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, realizada em Foz do Iguaçu, de 3 a 7 de novembro.
''É fundamental usar esta margem apostando em uma nova multipolaridade futura e preparando a formação de um bloco regional latino-americano com presença global'', analisa.
Benjamin explicou ainda que o país já realizou, em pouco tempo, mutações estruturais de largo alcance, cuja combinação aponta para contradições graves, deixando de ser uma economia dinâmica e passando para uma de baixo crescimento que não gera empregos. ''A minha expectativa é que nossa geração não se acovarde e que seja capaz de definir a nossa posição no mundo'', finaliza.
Efeitos da globalização
Para o filósofo e sociólogo Osvaldo Della Giustina, ex- reitor da Universidade de Tocantins, o processo de globalização como está sendo praticado está levando o mundo a um desequilíbrio insustentável. Explica ainda que o Brasil, apesar de ter 20% dos recursos hídricos do planeta e enormes dimensões de solo, não possui uma política de desenvolvimento sustentável para recuperar estes recursos.
De acordo com ele, é necessária a discussão de um projeto de desenvolvimento para o País, elencado em três itens: a consciência da importância do País e as alternativas que existem para solução do problema; que a sociedade comece a pensar diferente; que o Sistema Confea/Crea consiga, por meio dos 850 mil profissionais registrados, demonstrar para a sociedade que a solução é possível.





