'A FOLHA é o último reduto da cidadania'
Há 25 anos leitor da Folha de Londrina, o advogado Artur Humberto Piancastelli herdou hábito do pai: colecionar exemplares da FOLHA. O acervo, mais do que útil ao advogado, gera controvérsias em se tratando da comodidade. ''A cada mudança que vou fazer é sempre um atrito. Primeiro com minha mãe, depois com minha esposa, mas argumento: sempre fui um fanático por leitura de jornais, de forma que posso dizer que minha relação com a FOLHA é de profunda intimidade. Quando acontece de eu não ler a FOLHA, parece que alguma coisa falta. E como tem melhorado! É praticamente um vício!''.
A intimidade extrapola o escritório, seu local favorito para a leitura por uma hora, pelas manhãs ou no fim da tarde. ''Não raro, leio a FOLHA em casa, à noite, e, quando estou envolvido com viagens ou demais atividades, no escritório. Outro dia, era meia-noite e eu estava com o abajur aceso, lendo a FOLHA. Levei um 'puxão de orelhas' de minha esposa, mas não desliguei, até terminar'', recorda o advogado.
Afeito ao primeiro caderno da FOLHA, o advogado destaca as seções de Política, Carta do Leitor e Opiniões como suas opções iniciais, quando folheia uma edição. ''Gosto demais das opiniões e das cartas, porque ali sinto que aquilo pega fogo''.
Como bom advogado, ''Seu Direito'' e a ''Reflexão Jurídica'', a última, publicada às quartas-feiras no caderno Cidades, estão entre as seções prediletas de Artur. ''A Reflexão Jurídica ganha comentários no Fórum, entre colegas, e veio fomentar um sem fim de leitores ávidos por maiores informações. Fora isso, alimenta os operadores do Direito, isto é, juízes, advogados, serventuários da Justiça, professores. É um serviço de utilidade pública que veio para preencher um vácuo e, certamente, para ficar'', avalia.
No campo das impressões, Artur considera a FOLHA uma grande companheira. ''Talvez, também, uma grande aliada. A FOLHA é, para mim, nosso último refúgio em cidadania: traz a crítica, com isenção, e faz a coisa acontecer, na raça mesmo, naquela insistência diária que traz um desfecho às histórias. É um poder autêntico, imenso, que não se atém ao dinheiro ou à caneta: é o poder estritamente da força da palavra''.





