Quando a cafeicultura declinou de vez, as lavouras de grãos passaram a ocupar grande parte das áreas férteis do município. Segundo o Ipardes, a soja está presente em 41 mil hectares de Londrina.
  Geralmente plantada em grandes fazendas, a soja exige gerenciamento rigoroso para evitar grandes prejuízos. Formado em engenharia civil pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Adão de Pauli, de 56 anos, deixou o diploma universitário em segundo plano para trabalhar na lavoura. É proprietário de 400 alqueires no distrito de Irerê.
  ‘‘Além de tomar sol e chuva fazendo o trabalho no campo, tenho que estar ligado no mercado futuro, lendo jornais, de olho na internet, no preço das commodities. Tenho que saber a hora de investir e de não investir. Se errar, fico no prejuízo. A propriedade tem que ser administrada como empresa’’, argumenta o sojicultor.
  Com adoção de boas práticas de manejo, Adão não tenta ‘‘sugar’’ da terra tudo o que ela pode oferecer. No verão, planta 100% da área. No inverno, apenas 50%. Na terra que não recebe semente faz recuperação de solo.
  A única lamentação fica para o fato de o agricultor ainda não ser tão valorizado como ele acha que deveria. ‘‘Nosso investimento é muito alto. Os maquinários têm valor considerável. Até segurança privada, em parceria com os vizinhos, tenho que pagar. Por isso, tudo é levado na ponta do lápis’’, finaliza. (W.S.)

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