Filho de refugiados palestinos, nascido no Kwait, Said Abdel Majid, 46 anos, veio para o Brasil há quase duas décadas em busca de paz, mas não descarta a possibilidade de voltar a viver no Oriente Médio um dia, quando os constantes conflitos da região cessarem.
Majid tem familiares na Jordânia e em Jerusalém, e diz que todos alimentam a esperança de um dia retornarem à sua terra de origem. "Não tem palestino que mora fora que não tem a intenção de voltar quando puder. Meu pai me ensinou, e eu ensino aos meus filhos, que nossa terra é lá e um dia a gente vai ter que voltar", conta Majid.
Enquanto isso não é possível, Majid acompanha à distância o desenrolar dos acontecimentos. Para ele, as notícias do novo embate entre palestinos e israelenses despertam dois tipos de sentimentos: pavor e ódio. "É um país com um dos maiores armamentos do mundo contra um povo praticamente desarmado. Israel impõe aos palestinos bloqueio de água, comida e energia, é claro que eles vão se manifestar. Os foguetes do Hamas são uma forma de manifestação, eles estão se defendendo", justifica.
Majid acredita que a resistência deve prosseguir. "A gente acha que até com uma pedra a gente consegue vencer, e vamos vencer", defende. (D.R.)

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