Uma grande bandeira do Atlético amanhece pendurada na varanda da casa do empresário Guimarães Taborda Bueno, quando é dia de atletiba. ‘‘Meus netos ficam uniformizados, a vibração de todos é muito grande’’, conta. Na hora do jogo, todos vão juntos ao estádio, mas apenas ele e a mulher levam almofadinhas em vermelho e preto, uma marca registrada do casal.
Ele lembra com orgulho que começou a torcer para o Atlético em 1924, quando houve a fusão entre o América e o Internacional. ‘‘Minha mulher é torcedora fervorosa também, embora nem sempre tenha tempo de ir a todos os jogos comigo’’, explica.
Bueno informa que toda a sua família é atleticana e que ele teve a ‘‘felicidade’’ de ver seus filhos se casarem com pessoas de famílias atleticanas. ‘‘Não temos nenhuma ovelha negra’’, brinca. Apesar da natural antipatia pelo time adversário, o torcedor costuma enfatizar que não os vê como inimigos, mas apenas como rivais.
E é essa rivalidade que faz com que seja tão grande a emoção dos atletibas. ‘‘Uma vitória sobre o Coxa é sempre impressionante, emocionante’’, acredita. Ele fala dessa paixão com conhecimento de causa, de quem frequenta os estádios há muito tempo.
‘‘Lembro de quando eles tinham cerquinhas de madeira, os torcedores iam muito arrumados para as arquibancadas e os uniformes dos jogadores eram bem diferentes dos de hoje’’, comenta. ‘‘Mas a rivalidade era a mesma’’.

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