Apesar das diferenças, a psicóloga e hipnoterapeuta, Eliane Marçal, acredita que os sentimentos de empatia e simpatia andam juntos e, em um ambiente de trabalho, são fundamentais para que as pessoas convivam harmoniosamente e obtenham sucesso. ''Para que você possa realmente 'vestir a camisa de uma empresa' é preciso conhecer todos os setores e funcionários. A empatia ajuda muito no reconhecimento das pessoas e com simpatia é possível conduzir melhor as pessoas e situações. O sucesso no trabalho está intimamente ligado à empatia, que favorece as boas relações interpessoais'', alerta Marçal.
''A pessoa que exercita a empatia, se dá bem com todo mundo, todos querem sua presença no momento de resolver uma questão. Já uma pessoa muito tímida, que se reserva demais, não consegue se desenvolver diante dos outros. Tem uma trava que precisa ser dissolvida. Se uma pessoa consegue se colocar no lugar de seu chefe, pode entender melhor a situação e passa a atuar, dentro de suas convicções, na mesma linha de trabalho, sabendo como se conduzir para se adequar ou melhorar o esquema de trabalho e seus relacionamentos'', explica a hipnoterapeuta.
O psicanalista Ailton Bastos acrescenta que atualmente o sucesso profissional de uma pessoa está intimamente ligado à percepção e ao desenvolvimento das inteligências múltiplas. ''Hoje não basta ter QI elevado ou uma formação acadêmica impecável. Temos visto várias pessoas com estas condições infelizes e desempregadas. Na minha opinião, o diferencial de um profissional nos dias de hoje está na arte de fazer bons relacionamentos. É o que chamamos de inteligência emocional. Se tenho capacidade de ser empático, mais facilidade terei de avaliar estrategicamente as situações que se colocam diante de mim e o sucesso é uma consequência natural'', analisa.
Para a psicodramatista Fernanda Rigon o mundo competitivo amplia o medo das pessoas de demonstrarem sua fragilidade e não serem aceitas. ''Além de enfrentarem o jogo intrínseco que rola no ambiente de trabalho, os conchavos e a falsidade, há também ambientes frios e hostis, em que fica mais difícil a relação interpessoal. E o distanciamento é inevitável. As pessoas nem sequer se olham nos olhos, acaba ficando algo no ar e as pessoas sentem-se em uma situação 'saia justa'. Nesta aridez do nosso dia-a-dia, é preciso ser criativo para buscar harmonizar o ambiente, transformá-lo'', conclui. (M.C.)

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