A dica é estudar, estudar, estudar...
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segunda-feira, 05 de setembro de 2011
Paula Ocanha Barbosa <br> Reportagem Local 
Muitos estudantes de ensino médio ou cursinho universitário sonham com o dia em que verão seus nomes impressos em uma das tão concorridas listas de resultado de vestibular. Imagine a alegria de ver o nome não uma, nem duas, mas cinco vezes no mesmo ano em um dos cursos mais concorridos do Brasil? Esta é a história do estudante Gustavo Koga, que viu seu sonho repetido cinco vezes em listas de Medicina de universidades onde muitos lutam anos para entrar.
Com apenas 19 anos, cursando o primeiro ano de Medicina na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o jovem de Uraí sempre sonhou em estudar na região para continuar perto da família. Ainda no colegial, Koga decidiu o que queria cursar e focou em seu objetivo. ''Sempre fui um bom aluno, mas assim que decidi fazer Medicina foquei nos estudos e levei mais a sério. Sabia que era um curso difícil, muito concorrido. Mas não foi só isso. Tive que trabalhar minha ansiedade'', explica.
Um dos problemas que os jovens enfrentam nesta fase é não saber lidar com a pressão e o volume dos estudos. ''Para me preparar para conseguir fazer as provas tive acompanhamento psicológico. Eu estudava muito, mas também parava um pouco, relaxava para não estressar. Sem o apoio psicológico e o incentivo da família, não teria conseguido este resultado'', reconhece Koga.
O estudante fez as provas da UEL e da Universidade Estadual de Maringá (UEM) quando estava no terceiro ano do colegial e não passou. Depois, se preparou durante um ano metodicamente e foi aprovado na Pontifícia Universidade Católica (PUC), na UEL, na Unioeste, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). ''O primeiro (vestibular) que passei foi na PUC, antes de fazer as outras provas, e meus pais já fizeram minha matrícula, mesmo sendo particular. Eles me deixaram tranquilo e deram apoio, assim fiz as outras provas com tranquilidade e passei'', conta.
Método
O diretor-geral de pedagogia do Colégio Universitário, José Antônio Lima, o professor Toni, alega que o caso de Koga não é comum, mas que é possível qualquer estudante alcançar este nível de sucesso em vestibulares mantendo um método rigoroso de estudo. ''Qualquer coisa é possível, mas o estudante tem que conseguir manter uma técnica de estudo e um senso de responsabilidade. A dica é estudar, estudar, estudar''.
Toni ressalta que o cursinho intensivo no final do ano ou perto das provas dos vestibulares funciona para aquele aluno que estudou regradamente durante o ano inteiro. ''Caso contrário, vai servir somente como uma base para aquele aluno que quer começar a estudar. Para quem está estudando é bom para rever algum ponto de dúvida e revisar todas as matérias antes da prova'', recomenda.


