A crise passa e o imóvel ainda está lá
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
O bancário aposentado José Carlos Monteiro possui quatro apartamentos em Londrina. Os imóveis foram a forma de investimento escolhida pelo aposentado por oferecer segurança ao investidor. "A crise passa e o imóvel ainda está lá. Já tive sítio, gado leiteiro na região. Mas para quem está aposentado, não dá para trabalhar na roça. Imóvel é mais garantido, tem valorização." Ele conta que, certa vez, adquiriu um imóvel e conseguiu vendê-lo com 38% de valorização antes mesmo de receber as chaves. Dos imóveis que hoje possui na cidade, três estão alugados. Para um deles, o inquilino queria se mudar antes mesmo que Monteiro terminasse de mobiliar. "Quando terminou de construir, a pessoa já queria se mudar. Quando um inquilino sai, fica um, dois meses parado, mas isto é normal."
Um administrador londrinense que não quis se identificar possui, em conjunto com a família, sete imóveis na cidade. O investimento começou em 2006. "Sentimos na época que estava interessante investir em Londrina. E os imóveis foram uma opção um pouco pelo perfil de minha mãe, mais conservador." Os imóveis estão alugados apenas para que se mantenham ocupados, diz o administrador. Na sua opinião, o que compensa mesmo nessa forma de investimento é a valorização que o imóvel adquire ao longo dos anos. Segundo ele, um dos imóveis da família, comprado em 2011, chegou a valorizar 120% de lá para cá.
Com imóveis em Londrina, Santa Catarina e Estados Unidos, o empresário Marcos Marangoni concorda que a valorização dos imóveis são mais interessantes que a renda proveniente do aluguel. "O aluguel rende 0,6% ao mês. Em quatro anos, um dos imóveis valorizou 40%." Dois dos imóveis de Marangoni estão ainda em construção. Eles foram comprados na planta, o que, na opinião do empresário, traz ainda mais rendimentos.
O representante comercial Ricardo Queirolo e sua esposa Andria Tagliari investiram em três imóveis. Dois estão em construção e o outro, comprado há 42 meses, está em negociação. Com este, Queirolo estima lucro de até 25%. "Temos bons negócios em vista. Optamos por investir em imóveis pela facilidade e segurança. Com aplicações em bolsas, por exemplo, corremos um risco que, com imóveis, não acontece."



