A contracultura do budismo
Ele faz parte da geração que conheceu e aderiu ao Budismo na efervescência dos anos 70, quando a juventude buscava ampliar os caminhos da percepção. O escritor paranaense Wilson Bueno, 48 anos, lembra que na época o Budismo veio como uma contra-proposta ao uso de drogas. A filosofia mostrava que os caminhos para ampliar nossa consciência estavam dentro de cada um e que não era necessário buscar nada fora.
Budista até hoje, Wilson Bueno conta o quanto admira os valores básicos da filosofia, como a compaixão. Este é um dos valores mais fortes, pois trata de generosidade, do compartilhamento das dores e alegrias, afirma. Basta pensar que o mestre Dalai Lama perdoou até mesmo os chineses, que invadiram o seu País, o Tibet.
Mesmo sem estar ligado oficialmente a nenhuma organização budista, o escritor propaga a filosofia através de sua obra, como o Pequeno Tratado de Brinquedos, um livro de Tankas (estilo oriental de escrita), recentemente lançado. A essência do Budismo está representada em alguns trechos, afirma.
Atualmente, a humanidade está vivendo uma busca incessante do Deus interno e da sua espiritualidade, acredita Wilson Bueno. Esta tendência, própria do final de milênio, está fazendo com que tantas pessoas se interessem pela filosofia, afirma. O homem sempre precisa de alguma utopia.





