A cidade que o londrinense não conhece
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domingo, 10 de dezembro de 2006
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Na lista de desejos de muitas pessoas, as viagens a pontos turísticos de vários lugares do mundo ocupam lugar de destaque, porém, devido a diversos fatores, como falta de dinheiro ou tempo, o sonho de conhecer novos lugares nem sempre é realizado. No entanto, enquanto o pensamento passeia por terras longínguas, locais interessantes de nossa cidade ficam alheios aos olhos dos londrinenses. Poucos sabem que além do Lago Igapó, Parque Arthur Thomas, Terminal Rodoviário, Museu Histórico, Museu de Artes, Zerão, Catedral Metropolitana, Autódromo Internacional e Estádio do Café, que sempre merecem uma visita, outros lugares dentro da zona urbana também são dignos de fazer parte do roteiro de passeio. A reportagem da FOLHA visitou dez lugares que não estão entre os mais procurados ou são desconhecidos do londrinense, mas merecem uma visita. Embarque nessa conosco.
01 Busto de Gandhi
Mahatma Gandhi morreu em 1948, mas a mensagem de paz do líder indiano continua ecoando. Um busto de Gandhi foi instalado em uma rotatória no final da Avenida Castelo Branco, chamada de Praça da Paz e Não-Violência. A escultura foi doada pelo governo da Índia, em 2003, depois de um contato do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) com o Ministério da Cultura daquele país.
Onde fica: Na rotatória da Avenida Presidente Castelo Branco, na entrada para a Universida de Estadual de Londrina (UEL).
Como chegar: Partindo da Avenida Maringá, siga até a Presidente Castelo Branco e dali em direção à UEL. O busto de Gandhi fica bem no centro da rotatória de entrada da universidade.
02 Capela São Miguel Arcanjo
A primeira igreja de Londrina está no antigo patrimônio Heimtal (Zona Norte), que já se incorporou à zona urbana de Londrina. A Capela São Miguel Arcanjo foi construída inicialmente em madeira no ano de 1938. Em tempos modernos, a antiga igrejinha tem até alarme e já precisa de uma nova reforma, segundo a zeladora da igreja, Luzia Soria Batista, que tenta aprovar um projeto de restauração pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).
Onde fica: Avenida Ludwig Eernest, 1380 - Heimtal
Como chegar: Saindo da rotatória da Avenida Saul Elkind com a Ludwik Ernest (Zona Norte), próximo ao Conjunto Vivi Xavier, vá em direção ao Heimtal. A igreja fica duas quadras depois da praça do antigo distrito.
Prática agendada: Só é possível visitar a capela aos sábados, às 19h, quando acontece a missa. A entrada é gratuita.
03 Marco Zero
Uma área de dois alqueires, quase no Centro de Londrina, preserva boa parte da história da cidade. Com árvores nativas e nascentes de água, o Marco Zero de Londrina é uma amostra do que a comitiva liderada pelo paulista descendente de ingleses George Graig Smith encontrou quando chegou por aqui, em 1929. Tombada pelo patrimônio histórico, a mata foi doada neste ano para a Prefeitura de Londrina.
Onde fica: Avenida Theodoro Victorelli, Vila Fraternidade.
Como chegar: Saindo do Terminal Rodoviário de Londrina (Centro), siga pela Avenida Dez de Dezembro até a rotatória com a Avenida Leste Oeste. Contorne a rotatória em direção à Zona Leste e siga aproximadamente 500 metros pela Avenida Theodoro Victorelli. O Marco Zero fica neste local, no sentido bairro-centro.
Prática agendada: Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), o local está fechado para visitas no momento.
04 Prédio mais alto da cidade
Londrina é mais bonita quando vista do edifício Torre de Málaga, o mais alto da cidade, que fica na Rua João Huss, na Gleba Palhano. Com seus 34 andares, o prédio tem 120 metros de altura. Lá de cima, é possível avistar os lagos Igapó I, II e III; o aeroporto, que fica na Zona Leste, alguns bairros da Zona Oeste, os inúmeros prédios do Centro e as áreas ainda disponíveis, na Região Sul, para o crescimento da cidade.
Onde fica: Rua João Huss (esquina com João Wycliff), no Jardim do Lago.
Como chegar: Partindo do Lago Igapó II (Avenida Higienópolis), siga pela Rua Bento Munhoz da Rocha Neto até a João Wycliff. A Rua João Huss é a primeira à direita.
Visita agendada: Para conhecer o prédio é preciso entrar em contato com a Construtora Galmo, pelo telefone 3348-5454, e agendar um horário.
05 Mesquita Islâmica Rei Faiçal
A Mesquita Islâmica Muçulmana Rei Faiçal, construída em 1975, com ajuda do governo da Arábia Saudita, foi uma das primeiras da América Latina. O nome é uma homenagem ao rei árabe assassinado naquele ano. A visita é uma boa oportunidade para um pouco de aprendizado sobre a cultura islâmica.
Onde fica: Rua São Marcos, 125, na Vila Siam.
Como chegar: Partindo do Aeroporto de Londrina (Zona Leste), siga pela Avenida Santos Dumont até a Rua São Pedro (no entroncamento com a Avenida JK). Dali, vá até a Avenida São João, a Rua São Marcos é a primeira à direita.
Visita agendada: A entrada é gratuita e a visita pode ser agendada pelo telefone 3323-3057.
06 Monumento à Bíblia
Quem desce a Avenida Souza Naves em direção à Harry Prochet deve estar acostumado a ver o Monumento à Bíblia, que fica na praça Adolfo Góis. Inaugurada em 1977 e projetada pelo arquiteto Panaysotis Saridakis, a obra tem 10 metros de altura e quatro bases dispostas em cruz, as quais afinam-se e apontam para o infinito. Um trecho de cada evangelho está escrito em cada uma das quatro bases, todos ressaltando a importância da Bíblia.
Onde fica: Rua Senador Souza Naves, próximo ao Lago Igapó I.
Como chegar: Partindo da região central, siga pela Rua Senador Souza Naves em direção à prefeitura, até a esquina com a Rua Antônio de Moraes Barros. A praça Adolfo Góis fica ao lado.
07 Praça da Rua Chile
Com 4.685 metros quadrados, chafariz e um lago artificial repleto de peixes coloridos, a Praça da Copel, na Rua Chile, é um oásis em meio a algumas das mais movimentadas avenidas de Londrina.
Apreciar o movimento das carpas que nadam tranqüilas, ouvindo o som das águas que descem do chafariz é um convite ao relaxamento. É ali que se inicia o córrego das Pombas, o único da cidade totalmente canalizado, que percorre três quilômetros até a foz do ribeirão Cambezinho.
Onde fica: Na Rua Chile em frente à Copel.
Como chegar: Saindo do viaduto da Avenida Juscelino Kubistchek com a Dez de Dezembro, siga uma quadra em direção ao Centro até a Rua Chile, vire à direita e vá até o fim da rua. A visita é gratuita.
08 Templo budista Honganji
Fundado em 1949, o templo budista Honganji certamente é uma novidade para os olhos daqueles que conhecem apenas igrejas ocidentais. Quase todo construído em madeira, no estilo dos templos budistas japoneses, proporciona aos visitantes a sensação de estar em terras nipônicas. Na parte interna, a nave é dividida em duas partes: o santuário, onde ficam as imagens de Buda e a câmara externa, reservada aos fiéis. Os ritos são todos rezados em japonês e realizados principalmente para homenagear falecidos das famílias budistas.
Onde fica: Rua São Luiz, 85, no Jardim Agari.
Como chegar: Partindo do Terminal de ônibus urbano, no Centro, siga pela Avenida Leste-Oeste em direção ao Cismepar até a Rua Manaus. Desta rua, vá até a Quintino. De lá, vá até a Rua São Luiz (primeira à direita). O templo fica na esquina com a Rua Porto Alegre.
Visita agendada: É preciso entrar em contato com Adélia, pelo telefone (43) 3322-3228, para agendar um horário. A entrada é gratuita.
09 Onde nasce o Igapó
Quando se fala em pontos turísticos de Londrina, o Lago Igapó é sempre referência. No entanto, nem todos sabem onde ele começa, ou melhor, onde nasce o ribeirão Cambé, que só depois de represado forma os lagos Igapós I, II, III e IV; além de outros dois importantes lagos da cidade: o da Sociedade Rural e do Parque Arthur Thomas.
Onde fica: Viaduto da Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445) com a Avenida Tiradentes (BR-369).
Como chegar: Partindo do Parque de Exposições Ney Braga (Sociedade Rural do Paraná), na Avenida Tiradentes (Zona Oeste), siga em direção a Cambé. As águas brotam nas proximidades do viaduto, dos dois lados da rodovia.
10 Árvore de 300 anos
Ela está ali há mais de 300 anos, com suas raízes fincadas na terra vermelha, cuja fama de fertilidade atraiu gente de vários lugares do Brasil e do mundo. Estamos falando de uma Aspidosperma polyneuron, ou simplesmente peroba rosa, que vive no Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon. Quem garante a idade dessa senhora é Marilda Carvalho Dias, professora aposentada do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Onde fica: Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon (Centro).
Como chegar: O bosque está situado entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro. A árvore está dentro do parque infantil, perto da quadra esportiva. Ela se diferencia pela altura, aproximadamente 30 metros.


