A cidade dos perfumes
Um dos fatores que ajudam a delinear as características olfativas de Curitiba é a quantidade de empresas de expressão nacional do ramo de perfumes e cosméticos que aqui iniciaram suas atividades comerciais, como O Boticário, Julie Burk e Racco. Muitas delas já romperam a fronteira regional há tempos, levando o perfume da Capital para paisagens mais distantes.
O maior representante desse ramo é, sem dúvida, O Boticário, do empresário Miguel Krigsner, que, apesar de começar em Curitiba, expandiu seu parque industrial para a região metropolitana. Lá se vão mais de 30 anos desde que esse farmacêutico iniciou sua trajetória com uma pequena farmácia de manipulação no Centro. Hoje é possível comprar seus produtos em dezenas de países, que vão da Arábia Saudita ao Suriname, passando pelo Egito, Grécia, Nicarágua e Japão.
Outra empresa de Curitiba que se destaca no mercado nacional de cosméticos é a Julie Burk. Criada em 1986 pelo casal Júlio Burko e Eni Aparecida Burko, a franquia possui atualmente mais de 200 pontos de venda espalhados pelo Brasil.
Segundo o diretor de marketing da empresa, Júlio Burko Júnior, apesar do filão de cosméticos estar um pouco saturado pela presença de tantas empresas do mesmo segmento, a coexistência entre elas é pacífica. ''Cada uma tem o seu nicho específico, nunca ouvi falar de briga'', afirma.
Além do sul, a Julie Burk tem forte atuação no norte e no nordeste do País. Segundo Burko Júnior, nessas regiões, onde o clima é mais quente, a procura maior é pelas deo colônias, que são usadas após o banho.
Nas regiões mais frias, vigoram os perfumes, principalmente as essências cítricas. ''O curitibano gosta de se vestir bem, de ir ao teatro, ao shopping, acho que é por isso que dá certo, as pessoas gostam de andar cheirosas'', avalia. (A.A.)





