Jovens que passam boa parte do tempo pensando no futuro da cidade e em transformar problemas em soluções. Poucos lugares concentram londrinenses natos ou ‘‘adotivos’’ com este perfil quanto as escolas de arquitetura e urbanismo.
  Nas pranchetas dos estudantes do Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – o curso da Unopar será retomado somente em 2013 – surge uma nova cidade, cheia de ambição, com preocupação de ser ainda mais bonita, traduzindo nas formas urbanas seu compromisso com o espírito inovador dos pés-vermelhos e a vontade de preservar a história.
  A reportagem da FOLHA foi buscar nestas escolas os desenhos da Londrina do futuro. Conversou com professores e alunos e selecionou cinco projetos elaborados nos últimos anos, que tentam antecipar tendências de como a cidade pode ficar nas próximas décadas.
  Dos anseios, revelações. Os desenhos mostram que a atual geração enxerga uma cidade incompleta, mas com vontade de se reinventar.
  As maquetes eletrônicas mostram que a Londrina do futuro quer ter novos cartões postais (um marco arquitetônico contemporâneo, o Mirante Arco Norte); uma área central mais arejada, humana e com acessos mais adequados (Integração do Centro com o Marco Zero); instalações capazes de sediar grandes eventos (Arena Tubarão, com padrão internacional); um parque de beleza singular para abrigar grandes espetáculos na Zona Sul (Pedreira Arrigo Barnabé); e a democratização da cultura e dos espaços públicos (Sala de Exibição Itinerante Kinoarte).

Imagem ilustrativa da imagem A cidade do futuro


Sala de Exibição Itinerante Kinoarte
Autoria: Gabriela Correia Fernandes
O que propõe: a construção de uma estrutura em PVC que funcionaria como uma sala de cinema temporária
Local: grandes espaços públicos, como o Calçadão
O que a cidade ganharia: uma estrutura desmontável e de beleza arquitetônica que poderia levar o cinema a eventos de grande circulação, a espaços públicos da periferia. Ajudaria a desenvolver a cultura cinematográfica para públicos ainda inexplorados.

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Pedreira Arrigo Barnabé
Autoria: Louisa Savignon
O que propõe: revitalização de uma pedreira próxima ao Jardim Botânico e de toda área ao redor, criando um parque com um espaço singular para passeios e eventos culturais
Local: Rua Orlando Fabrini (Jardim Cafezal)
O que a cidade ganharia: um espaço contemporâneo que abrigaria dois palcos (grande e médio) para até 60 mil pessoas, além de uma arena ao ar livre para peças de teatro e exibição de filmes. Uma galeria para exposições itinerantes. Uma grande área verde para passeios.

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Mirante Arco Norte
Autoria: Otávio Vitor Gomes
O que propõe: mirante futurista de 90 metros de altura e elevador panorâmico. No topo, vista privilegiada para toda a Região Metropolitana. Integração com o projeto de desenvolvimento multimodal conhecido como Arco Norte
Local: Estrada do Caramuru (acesso pelo Centro de Eventos)
O que a cidade ganharia: um marco arquitetônico com ambição de ser uma atração turística nacional, consolidando a imagem progressista do Norte do Paraná para o mundo. Estrutura a 690 metros de altitude serviria como base para a instalação de antenas de transmissão.

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Integração do Centro com o Marco Zero
Autoria: Mariana Shigeharu
O que propõe: instalar equipamentos urbanos de integração entre o centro e o novo polo comercial em torno da região do Marco Zero. Criação de um terminal urbano complementar ao lado da rodoviária. Rede de passarelas para circulação de pedestres. Implantação de canaletas de ônibus expresso na Leste-Oeste. Intervenções em alguns quarteirões do centro, com a instalação de bulevares no miolo e criação de estacionamentos subterrâneos
Local: área central e zona leste
O que a cidade ganharia: menos ônibus circulando no centro, mais espaço para os pedestres, mais agilidade nos deslocamentos e uma integração harmoniosa entre o centro velho e o centro novo.

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Arena Tubarão
Autoria: Luiggi Guazzelli Bonezzi
O que propõe: a construção de uma arena multiuso de 30 mil lugares na área onde hoje está instalado o Estádio Municipal Uady Chaiben, na Vila Santa Terezinha, zona leste
Local: Avenida Santa Mônica
O que a cidade ganharia: um estádio moderno, padrão Fifa, próximo à área central, com vias de acesso amplas e facilidade para receber frequentadores de outros municípios. A esplanada da praça esportiva seria uma área de convivência dos moradores da região.

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Mercado Público do jardim Santa Rita
Autoria: Amanda Salvioni

O que propõe: criação de uma área comercial coberta inspiradas em feiras livres e mercados da antiguidade

Local: Rua Virmond Carnasciali

O que a cidade ganharia: resgate do espírito do comércio de rua, um ponto de encontro que vai além da circulação de mercadorias, que propõe trocas de ideias; criar uma âncora para o desenvolvimento do comércio no bairro


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Escola para o residencial Vista Bela
Autoria: Bárbara Gimenez de Souza

O que propõe: o objetivo do projeto escolar na área institucional do bairro Moradas de Portugal é atender a demanda da região, que inclui o Residencial Vista Bela, loteamento populoso de baixa renda projetado e executado sem prever áreas públicas de ensino e distante 2 km das escolas municipais mais próximas.

Local: Rua Eugênio Spoladore (Moradas de Portugal)

O que a cidade ganharia: a proposta proporciona o convívio entre crianças com a mesma faixa etária e preza pelo conforto térmico e acústico dos ambientes ao especificar materiais de alto desempenho e ao favorecer ventilação e iluminação naturais. Desafogaria o transporte escolar.

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Sistema Integrado de Transportes Coletivo
Autoria: Esther Audibert

O que propõe o projeto: a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e do BRT (Bus Rapid Transit) para ligações entre os bairros, complementando o sistema convencional. O VLT se integraria com o Terminal Central.

Local: Avenidas de ligação bairro a bairro

O que a cidade ganharia: um novo sistema de transporte capaz de escoar um contingente muito mais numeroso de usuários que o atual, podendo absorver ainda boa parte dos moradores que se deslocam de carro e melhorar as condições de tráfico nas próximas décadas

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