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A caminho de completar um século, cooperativismo paranaense inspira


Walkiria Vieira - Grupo Folha
Walkiria Vieira - Grupo Folha

Pujança: o atual centro administrativo da Frísia, em Carambeí
Pujança: o atual centro administrativo da Frísia, em Carambeí | Frísia/Divulgação
 

 

 

Berço do Cooperativismo no Paraná, a Frísia - Cooperativa Agroindustrial, nasceu de uma necessidade dos imigrantes aqui chegados - e data de 1911. Sua história tem raízes, é encorajadora e, feito semente que vingou, até os dias de hoje é símbolo de determinação, união e conquista. “Nasceu da percepção de que os trabalhadores que chegavam à terra prometida iriam se dedicar em escala e, nesse projeto de colonização, a união e o espírito desbravador fariam a diferença. Essa essência permanece até hoje, sobretudo porque a credibilidade também perdura”, explica Luciano Tonon, coordenador de marketing da Frísia.



A cronologia conta ainda que as primeiras famílias holandesas se estabeleceram na região dos Campos Gerais, motivadas por um plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company (empresa inglesa especializada na construção de linhas férreas), que vendia terrenos aos colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar. O contrato de trabalho incluía uma casa de morada, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras, sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1925, uma das primeiras iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e uma produção leiteira de 700 litros/dia, produzindo manteiga e queijo que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo.




História: a primeira fábrica de queijos da cooperativa, na década de 1930
História: a primeira fábrica de queijos da cooperativa, na década de 1930 | Adrie Mejier/Frísia/Divulgação
 


Com 94 anos de atividades, 860 cooperados e R$ 2,5 bilhões de faturamento anual, oriundos da produção de grãos como soja e trigo, nos últimos cinco anos a Frísia duplicou, segundo Tonon. “É um desafio ser a mais antiga e estar sempre se reinventando. Já enfrentamos altos e baixos no agronegócio e seguimos olhando para a frente, impulsionando um sistema de gestão e somos pioneiros nos lácteos também.” 



Com a missão de oferecer estrutura para que o cooperado atinja seus objetivos e tenha desempenho de modo personalizado e com resultado – lembrando que a rentabilidade deve ser para todos, Tonon destaca que nesse ciclo em que todos ganham, a inovação atua em benefício do meio ambiente. Sem perder de vista os princípios, ele reverencia a importância de todas as famílias nesse processo. Não por acaso, a logomarca da Frísia, que traz a imagem de um homem e uma mulher, personifica a união em todas as atividades, bem como referencia aos holandeses parte das tradições do cooperativismo paranaense. 





Com um olhar que valoriza o passado e vislumbra o futuro, a cooperativa aderiu ao Cooperjovem - um programa da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), desenvolvido em âmbito nacional pelo Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) desde 2000. “É uma responsabilidade que assumimos e representa um resgate à cidadania”. Democrático e  participativo, mobiliza a escola, comunidade e valoriza suas ações. Em atividade desde 2009, Cooperjovem  é um programa social interdisciplinar: inclui educação, formação e informação. “Há muitos exemplos, como o de um catador de lixo que foi adotado pela escola e graças ao projeto, ele conseguiu se inserir à sociedade e ganhar autonomia com um trabalho de reciclagem, uma referência de como as coisas acontecem quando toda a comunidade se une para um bem comum”, divide Tonon.

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