A burocracia e os custos podem atrapalhar
Curitiba - Para um espaço ser considerado museu, é necessário todo um processo burocrático, estar de acordo com as leis estaduais e federais. De acordo com Karina Viana, da Coordenação de Museologia do Museu Oscar Niemayer (MON), o espaço precisa de um acervo próprio e ser baseado no perfil jurídico da categoria museu. Além disso, demanda uma equipe técnica composta por museólogos, monitores, seguranças, setor administrativo e até mesmo quem cuide da bilheteria.
O coordenador do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, Marcello Polinari, vê um museu como um livro tridimensional divido em temas. Mas na opinião dele, essa estrutura demanda muito dinheiro, por isso sugere que tiver interesse, monte um memorial ou uma casa da memória, porque tem exigências legais menos rígidas e é menos caro. Ele sugere que municípios vizinhos se reúnam e façam um trabalho coletivo com características da região, como já existem vários casos no Paraná.
Já Karina pensa que qualquer espaço cultural a ser montado terá um custo, no entanto, tudo dependerá de onde virão os recursos. ''Se forem feitas parcerias entre governo e sociedade, se buscar incentivo financeiro, doações voluntárias para montar o acervo, não será tão difícil, nem tão caro. Basta ter força de vontade'', opina.
A Coordenação do Sistema Estadual de Museus do Paraná (Cosem/PR) oferece oficinas sobre museologia desde 2003 aos municípios do estado. Cada mês os participantes fazem um módulo de 20 horas. O trabalho serve para capacitar as equipes técnicas existentes em museus já formados e incentivar outras cidades a valorizar a história local. (A.F.)





