A batalha pelo trabalho A ascensão efetiva ao mercado de trabalho aconteceu durante a Primeira Grande Guerra quando os homens partiram para os campos de batalha e elas assumiram seus postos nas indústrias e no comércio. No início, uma questão de necessidade. Hoje disputam cargos e administram suas próprias empresas. Porém, ainda constituem minoria nas entidades representativas do empresariado brasileiro. Na Associação Comercial e Industrial de Maringá, a participação feminina vem do Conselho da Mulher Empresária e Executiva. Maria Alice Pinatti, consultora do Sebrae/PR em Maringá e vice-presidente do Conselho diz que entre as 2.300 empresas filiadas à ACIM, 539 são registradas em nome de mulheres – 23,43%. Com relação a essa parcela, 62,33% são comerciantes, 23,74% atuam na prestação de serviços e 13,91% são industriais. O Conselho oferece subsídios para o crescimento das associadas – realiza feiras e promove palestras relacionadas com a realidade da mulher empresária. Questões como o desenvolvimento da cidadania, métodos de motivação, gerenciamento e treinamento estão sempre em pauta. Em Londrina, a ACIL mantém – nos mesmos moldes – o Conselho da Mulher Empresária. Fundado há 12 anos, tem o propósito de instruir, informar e reunir mulheres que atuam no setor. Além de realizar atividades específicas para esse público, atua ativamente junto à Associação, participando de todas as ações e decisões que envolvem a entidade. No setor da agropecuária, a participação da mulher também é reduzida. Entre os 1.120 sócios da Sociedade Rural do Paraná, apenas 43 pertencem ao sexo feminino – 3,8%. Do outro lado da moeda, a situação também se mostra desfavorável. Uma pesquisa do IBGE indica que, em cada três pessoas que deixam a zona rural em busca de melhores oportunidades, duas são mulheres. Outra entidade que atua visando estimular o desenvolvimento das empresárias é o PBW – organização não-governamental presente nas principais cidades do mundo. A sigla é traduzida no Brasil para Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais, que procura integrar as associadas, divulgando e valorizando o trabalho feminino em qualquer nível, além de procurar garantir a igualdade de oportunidades jurídicas, sociais e econômicas para mulher na comunidade. A vertente londrinense desta associação realiza inúmeras atividades nesse sentido. Promove palestras e feiras, e constitui presença tradicional na Exposição Agropecuária, através de painéis de debates com representantes expressivos do setor. Também participam de outras entidades representativas na cidade, como o Banco do Empreendedor, a Secretaria Especial da Mulher e a Codel, além da própria ACIL.