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O trabalho de escultura exige paciência e perseverança. O resultado são formas belas e expressões fortes. A coloração da areia é obtida com anilina inorgânica, que é biodegradável

Apostando na premissa de que a arte é o alimento da alma, o escultor Luiz Loppes monta um curso de escultura na Escolinha de Arte do Colégio Estadual do Paraná. O artista plástico é conhecido dos paranaenses por suas obras de escultura nas areias da Praia Mansa em Caiobá e por seu trabalho junto aos internos do Sistema Penitenciário do Estado.
Formado em pintura pela Escola de Música e Belas Artes, Luiz Loppes se dedica à escultura desde 1979. Seus trabalhos foram expostos em várias galerias de Curitiba e suas esculturas na areia fazem parte dos eventos da temporada, no litoral. A maior dificuldade enfrentada para o trabalho na areia é a falta de patrocínio.
‘‘Este ano, por exemplo, o projeto Eco-Verão não se interessou em apoiar o trabalho de escultura. A salvação veio através do empresário Roberto Antônio Gonzaga, do salão de beleza Golden Hair, no Estação Plaza Show’’, explica Luiz Loppes.
O trabalho na areia é muito compensador, conta. ‘‘As crianças são atraídas pela curiosidade e ficam ao redor. Em pouco tempo formam-se grupinhos por toda parte fazendo esculturas. Os adultos acompanham a execução do trabalho o tempo todo. A maior torcida é para que nada desmorone’’. A escultura na areia usa a técnica de compactação para garantir maior tempo à obra.
Durante o trabalho, Luiz aproveita para conversar com as crianças sobre preservação do Meio Ambiente, mostrando que não se deve jogar embalagens de plástico, vidro ou latas na areia, nem toco de cigarros. As crianças se encarregam de repassar o que aprenderam para os pais.
Luiz ensina também a confecção de ferramentas usadas em escultura na areia. Em geral, para este trabalho, os jovens contam com o auxílio dos pais. ‘‘Como ninguém traz alicates para a praia, já deixo preparados os arames e ensino os pais a montarem as ferramentas. Mas sempre no final do meu trabalho, fico sem nenhuma. As crianças me pedem e eu dou todas, para que continuem executando as esculturas’’.
Arquivo pessoalO painel para a nova fábrica do Café Damasco levou um ano e dois meses para ser confeccionado pelos detentos do Presídio Central. A obra conta a história do café no Paraná, desde a colonização até a nova indústria
Presos escultores

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