A arte, a técnica e a ciência
Engenheiros, os irmãos Lumière eram filhos de um pintor e fotógrafo retratista chamado Antoine. Desde criança, entraram em contato com a fotografia. Combinaram a arte, porém, com os estudos técnicos. Louis, então com 17 anos e formado em química, criou uma emulsão fotográfica inovadora, que resultava em fotos de melhor qualidade. A invenção fez sucesso e permitiu aos Lumière abrir uma fábrica de placas fotográficas, que, em pouco tempo, ficou famosa em todo o mundo.
Em 1894, o pai dos irmãos Lumière os encarregou de trabalhar em algo que permitisse o surgimento de imagens animadas. O resultado foi o cinematógrafo. O sucesso da invenção se espalhou, fazendo com que a família registrasse, entre 1895 e 1905, mais de 1,4 mil filmes de 50 segundos.
Sem acreditar no sucesso comercial da invenção, eles passaram a trabalhar no processo de fotografia colorida. Por volta de 1900, Louis Lumière começou a desenvolver uma forma de capturar as cores de uma cena em uma só etapa. Três anos depois, ele e o irmão Auguste registraram a patente do processo, batizado de autocromo -que quer dizer "a cor por si só".
Os resultados das duas tecnologias fazem parte da exposição em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra traz, pela primeira vez à América Latina, 70 imagens vindas dos autocromos criados pelos irmãos Lumière. Exibe pinturas, películas para a projeção de filmes e um autocromo original. Para completar, três telões apresentam 17 filmes produzidos para projeção no cinematógrafo. Entre os filmes, obras que fazem parte da gênese do cinema: "Banho de Mar" (1895), "Refeição do Bebê" (1895), "Chegada de Carro" (1896), "Aquário com Peixes Vermelhos" (1897) e "Épinal: As Margens do Rio Moselle" (1900). (T.A.)





