70 fábricas movimentam a indústria do bilhar
Apesar disto, grande parte dos empresários do ramo não estão filiados à Associação Comercial e Empresarial de Jaguapitã (Acerj). Por isso, segundo o diretor da Acerj, Antônio Vieira da Silva, não é possível estimar qual é a participação financeira do segmento nos rendimentos anuais da cidade. ''Mesmo assim, a importância da indústria do bilhar é evidente. Além de empregar um grande contingente, ela traz recursos de outras localidades para cá, quando loca mesas para outras cidades e Estados'', explica.
A dimensão dos recursos, apesar de não oficial, pode ser medida com um cálculo simples. Se a Del Rey, considerada uma empresa pequena, loca cerca de mil mesas, as demais indústrias, juntas, podem estar levando a tecnologia jaguapitaense do bilhar para mais de 70 mil estabelecimentos comerciais de todo o País.
Tudo isso graças à tradição, passada de pai para filho e de vizinho para vizinho, como é comum em cidades pequenas, e a alguns incentivos fiscais concedidos pela prefeitura para pessoas interessadas em entrar no ramo. ''Comecei a me envolver com o negócio quando tinha 10, 11 anos. Até parei de estudar para poder ajudar meu pai com mais eficiência'', conta João Paulo Domingues. ''Eu sou formado em Agronomia, mas exerci a profissão por pouco tempo, até assumir a empresa. Tenho tranquilidade para dizer que se meu filho depender disto para viver, ele não vai ter uma vida de luxo, mas pode garantir uma vida confortável'', completa Vieira.
Grande parte dos recursos são administrados por cobradores como Fábio Venâncio da Silva, funcionário da Vieira & Cruz Norte. Nas viagens, ele se encarrega de fazer as cobranças e providenciar pequenos consertos nas mesas dos clientes, desde o Paraná até o Amazonas. ''Fico grande parte do mês fora da cidade'', diz. Quando volta, sabe o que ele faz para passar o tempo e relaxar? Vai até o Bar da Pedra, na mesma avenida onde fica a empresa onde trabalha, e joga um pouco de sinuca.(A.M.)





