3° Hackathon: soluções inovadoras cada vez mais direcionadas ao mercado agro
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quarta-feira, 04 de abril de 2018
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Se o ambiente de inovação e tecnologia se tornou um dos alicerces da ExpoLondrina nos últimos anos, a expectativa pela terceira edição do Hackathon Smart Agro cada vez mais, digamos, encorpado é a prova de que a região de Londrina já se tornou uma referência em agtechs, que nada mais são do que startups voltadas ao agronegócio. Todo o "ecossistema" criado na região já começa a trazer soluções importantes para o setor.
Neste ano, o evento está mais direcionado, com o tema "Desafios do setor para inovar e melhorar a rentabilidade do campo". A maratona reúne programadores, designers, empreendedores e outros profissionais e tem o objetivo de desenvolver, em tempo recorde, soluções inéditas e criativas na aplicação de tecnologias com foco nos desafios e gargalos do agronegócio. As inscrições podem ser realizadas até o próximo sábado, 7 de abril, pelo site oficial da Expo. O Hackathon está agendado para os dias 13 a 15 de abril, com as mesmas 60 vagas do ano passado e a expectativa de trabalho em 12 projetos elaborados no Pavilhão SmartAgro.
O consultor do Sebrae, Lucas Ferreira, explica que a ideia ano após ano é dar cada vez mais maturidade ao Hackathon. Ele explica que no primeiro ano se trabalhou com soluções mais abrangentes ao agronegócio, sem muito direcionamento. Na segunda edição, foi levantado junto aos stakeholders algumas problemáticas mais específicas. "Agora, fazendo parte de um ecossistema maior, temos toda uma preparação para que os participantes cheguem no evento com um grau de maturidade mais avançado, garantindo que as soluções desenvolvidas sejam mais competitivas em relação ao mercado."
Essa "aderência" ao mercado é fundamental para que no pós-hackathon as startups consigam seguir firmes e, de fato, as ideias cheguem de forma concreta e possam se tornar soluções viáveis ao agronegócio. "A Aceleradora Go SRP Agritech é uma das únicas de Londrina no formato fiel de aceleração, ou seja, onde as startups são aportadas com recursos financeiros, acompanhamento dos indicadores de performance, local de residência, mentoria, como outros programas oferecem."
Para que todo esse trabalho no Hackathon se tornasse ainda mais tangível, o Sebrae captou na região de Londrina o suporte de seis empresas importantes do setor: Belagrícola, Agro100, Cooperativa Integrada, Adama, Genesis Group e GDM Seeds. "Grandes empresas estão comprometidas nesse suporte e vão nos ajudar a avaliar o projeto na banca de avaliação. Na sequência, talvez uma pré-incubação dentro das unidades (das empresas) e a chance que as startups possam validar (seus projetos). Elas estão comprometidas a levantar problemas que sejam aderentes ao mercado."
Ferreira aproveita ainda para salientar como a cadeia das agtechs tem se tornado cada vez mais uma referência na região, com trabalhos também dentro da incubadora da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Centro de Empreendedorismo da UniFil, entre diversos outros parceiros da SRP. "A lógica agora é dar um maior suporte possível para que essas startups saiam do Hackathon e continuem avançando no seu modelo de negócio, perseverem, e que possam o mais rápido possível se formalizar e acessar o mercado."


