3-D londrinense em 21 países
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de dezembro de 2011
Fábio Galão <br> Reportagem Local 
Em Londrina, a Cartoon Pro é um exemplo de empresa ''do futuro''. Criada em 1999, trabalha com ilustração e animação. Embora alguma parte da produção da empresa ainda seja com lápis, caneta, nanquim e papel, como storyboards e histórias em quadrinhos, a maior parte do trabalho é feita em frente ao computador. ''98% da produção é animação em 3-D, computadorizada'', explica Lourival Feitosa Júnior, um dos quatro sócios-fundadores da Cartoon Pro - os outros três são Clóvis Shimabukuro, Christ Ávila Gonçalves e Hélio Claro da Silva.
A empresa produz principalmente desenhos animados educativos, home vídeos, animações para publicidade e videogames, desenvolvimento de personagens. Hoje, animações confeccionadas na Cartoon Pro são comercializadas em 21 países.
''O computador ajuda muito mesmo em etapas que não envolvem diretamente animação em 3-D, como pós-produção e balonização de HQs'', descreve Gonçalves. ''A animação computadorizada viabiliza estúdios de pequeno porte. O 3-D é uma animação em que o boneco é manipulado no computador. Pode ser produzida por grupos pequenos, ao contrário da animação em 2-D, em que se exige um exército de ilustradores para fazer cada desenho, quadro a quadro. Mas, para trabalhar com o 3-D, é necessário ter conhecimento da animação convencional. É um trabalho muito especializado.''
''A animação era um trabalho em que vários profissionais tinham que se revezar na produção, 24 horas por dia. Agora, com a tecnologia, é possível programar o computador e deixá-lo fazendo determinadas ações sozinho. Mas é necessário ter conhecimento para fazer isso'', complementa Shimabukuro.
Os quatro sócios acreditam que Londrina tem um ambiente propício para empresas que utilizam tecnologia avançada como base de produção. Mas apontam algumas restrições. ''Ainda há certa carência de mão de obra especializada. Outro problema é que ainda há muito receio de investidores, medo pela segurança, pela viabilidade do empreendimento'', explica Feitosa.
Eles consideram, entretanto, que as limitações podem ser superadas. ''Nossa ideia é justamente fomentar esse tipo de produção na cidade'', diz Shimabukuro. ''Como o 3-D está entrando em todos os lugares, acreditamos que vai ser mais fácil formar e encontrar profissionais de qualidade'', completa Silva.


