2008 O ano do carro
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 2008
Rodrigo Lima<br>De São Paulo 
Nunca antes na história deste País (você já deve ter lido esta frase em algum lugar...) se produziu e vendeu tanto carro como em 2008. A estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é fechar o ano em torno de 3,42 milhões de unidades produzidas. Em 2007, a indústria brasileira produziu 2,97 milhões de veículos.
Esse otimismo do setor automotivo pôde ser notado durante o 25º Salão Internacional do Automóvel, que termina neste domingo em São Paulo. Cerca de 200 expositores deram um verdadeiro show de tecnologia, design e novidades. Muitas novidades. Foram exibidos quase 500 veículos, nacionais e importados.
E nem mesmo a crise econômica mundial, anunciada aos quatro cantos, abalou as montadoras. Diretores foram unânimes ao afirmar que os investimentos estão mantidos para os próximos anos.
A indústria automobilística brasileira se prepara para ampliar a sua capacidade de produção para 6 milhões de veículos/amo em 2012/2013. Para isso, estão programados investimentos de US$ 23 bilhões para o período 2008/2012. Já a partir de janeiro de 2009, vamos lançar 16 novidades, promete Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil. Crise é uma palavra que passa longe da Ford, emenda Marcos Oliveira, presidente da Ford Mercosul.
O crescimento sustentável da indústria brasileira vem desde 2003. Os números de produção crescem a cada ano. Em 2003, a produção nacional foi de 1,83 milhão de veículos. Em 2004, subiu para 2,32 milhões. Em 2005, 2,53 milhões. No seguinte, a produção foi de 2,61 milhões. Em 2007, chegou a 2,98 milhões.
Com a estimativa de 3,42 milhões de unidades para este ano, o Brasil deve garantir o posto de 7ªmaior produtora em âmbito mundial, atrás de Japão, Estados Unidos, China, Alemanha, Coréia do Sul e França.
Apesar dos números otimistas, as montadoras sabem que têm novos desafios pela frente. O primeiro é aumentar a capacidade de produção. O segundo é manter-se na vanguarda da inovação e no setor tecnológico. E o terceiro desafio para as montadoras é assegurar e ampliar a competitividade da indústria, tanto no mercado doméstico como nas exportações.


