O Clube Concórdia foi fundado pela comunidade germânica de Curitiba (alemães, austríacos e suíços) em 1869, como um clube de canto. Nessa época ainda conservava o nome alemão: Deutcher Sangerbund. O terreno onde hoje é sua sede, no Centro da cidade, foi comprado em 1886. Sua construção teve início em 1887 e foi concluída em 1889. Nessa primeira fase, o clube tinha apenas um andar. No início da década de 20 foi realizada uma ampliação que criou os outros andares, aumentou o espaço do salão de baile e deu ao Concórdia o aspecto que ele tem hoje.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Clube sofreu intervenção do governo federal devido ao fato de seus diretores terem origem alemã. Na época, a nação se alinhava com os aliados, Estados Unidos, França e Inglaterra, contra o eixo, formado por Alemanha, Itália e, posteriormente, Japão.
O governo de Getúlio Vargas exigiu que os sócios alemães deixassem a diretoria do clube, ordenou a mudança do nome em alemão e nomeou uma comissão de intervenção, formada pela Liga de Defesa Nacional e pela Cruz Vermelha, que ficou sediada no clube até o fim da Guerra.
Por volta de 1941, quando o sentimento nacionalista inflamava o ânimo dos brasileiros, o Concórdia foi depredado e saqueado. ''Havia um piano de cauda que eles jogaram pela janela'', relata Cláudio Mader, atual presidente da instituição. Segundo ele, outros redutos de estrangeiros também foram atacados, como a Sociedade Garibaldi, de origem italiana. ''Lá eles jogaram o piano pela escada'', conta Cláudio.
No final da Guerra, o então interventor do Paraná, Manoel Ribas, transferiu o Concórdia para o Atlético Paranaense. Cláudio conta que houve um grande movimento dos sócios para reaver o Clube. ''O marco foi uma reunião na sede do Coxa (Coritiba Futebol Clube) exigindo a volta do clube'', conta. Apenas em 1947 o Concórdia voltou a funcionar normalmente. (A.A.)

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