12 linhas e 365 pontos
Segundo a acupuntura, o corpo é cortado por doze linhas de energia, sobre as quais existem 365 pontos, que, por sua vez, têm ligação com nervos e vasos sanguíneos. Estimulados mecanicamente com as agulhas, estes pontos dão comandos eletromagnéticos através dos nervos e vasos ao organismo, que responde prontamente. Os acupunturistas podem acelerar ou desacelerar os órgãos através destes pontos que, assim, funcionam como os comandos de um computador. Pode-se fazer regulagens como aumentar ou diminuir a pressão, acelerar ou desacelerar o intestino, aquecer ou desaquecer a temperatura, explica o especialista Mauro Carbonar. As agulhas, feitas de aço, vão a profundidades que variam conforme a quantidade de tecido mole do local. No dedo, por exemplo, não passam de 3 milímetros. Nas nádegas, vão bem mais fundo. O tratamento é praticamente indolor. A dor é infinitamente menor que a picada de uma injeção, garante Carbonar.
A acupuntura, e toda a medicina tradicional chinesa, foi desenvolvida a partir de conceitos filosóficos taoístas, segundos os quais o bem estar do corpo e da mente dependem do equilíbrio entre as forças Yin (matéria) e Yang (energia). Estas forças atuam tanto no universo como um todo como no organismo de cada ser humano. Os livros de acupuntura mais antigos já encontrados datam de 1.500 antes de cristo. Estima-se que a origem da técnica tenha se dado a cerca de 4 mil anos, na China. Algumas correntes de pesquisadores indicam influências indianas, ainda mais antigas.





