PELA FÉ E PELA RIQUEZA






PELA FÉ E PELA RIQUEZA






Godofredo de Bouillon



No Concílio de Clermont, o papa Urbano II faz seu célebre discurso pedindo auxílio de príncipes e cavaleiros em favor das Cruzadas. A Igreja inicia uma campanha expansionista tomando como pretexto a retomada de Jerusalém (local do Santo Sepulcro) das mãos dos muçulmanos. Era também a oportunidade para reunir a cristandade dividida após o Cisma do Oriente, em 1054, reafirmando o poderio da Igreja e fortalecendo a autoridade papal. Foram oito as Cruzadas oficiais, que se estenderam de 1096 a 1270. Entretanto, houve várias peregrinações a Jerusalém, de caráter espontâneo, desde o apelo de Urbano II.
A tomada da Palestina pelos turcos seldjúcidas, em 1187, impediu as peregrinações religiosas aos lugares santos de Jerusalém, que passaram a ser dominados por ‘‘infiéis’’. Aqueles que participassem das expedições seriam recompensados com o perdão dos pecados. Durante a guerra, os bens do cruzado eram administrados pela Igreja e suas dívidas eram suspensas temporariamente.

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