Folha Gente Atualizado em 05/09/2015, 23:00
Thiago Nassif

No mercado musical há nove anos, Paulo Pissoloto foi notícia recentemente ao vencer, na Justiça, disputa contra o cantor Sorocaba. Em 2007, Paulo descobriu o sertanejo, quando, como recorda, ele tocava no bar Toca do Cateto. Ele conta que começou empresariar a carreira de Sorocaba e, "depois de três anos e atingir cachê de R$ 280 mil", o cantor decidiu ir embora para São Paulo, sem dar mais satisfações e nem pagar multa contratual, "levando consigo o avião, veículos e equipamentos da sociedade". Exatamente por isso, como enfatiza, acionou a Justiça. Paulo afirma, também, ter sido sua esposa quem descobriu Luan Santana. "Enxergamos potencial naquele gurizinho, que teve projeção nacional. Trabalhamos desde a base". Atualmente conciliando o trabalho na música com a administração de resort em Sertanópolis, Paulo recebeu a FOLHA para um bate-papo. A foto é de Bruno Ferraro.
Como avalia o cenário atual para o sertanejo? - Vejo que há a preocupação para que haja a renovação a cada dia, com músicas que falem de amor e não de bebedeira. Essa linguagem de duplo sentido caiu e isso é muito bom. Acho interessante usar da brincadeira, mas sem apelação. Temos, também, essa pegada de pop rock inglês, com um pouquinho de country no sertanejo, agradando também o público de 30 a 50 anos que curte U2, Simple Minds e Garth Brooks. Quais suas maiores realizações? - A construção do meu resort, em Sertanópolis, e os lançamentos do Fernando & Sorocaba e do Luan Santana. Tudo foi por obra de Deus, por permissão Dele. Agora, com o novo escritório, estamos querendo colocar Londrina novamente no cenário sertanejo. Fala mais de seu trabalho com o Luan... - Iniciamos o projeto Luan Santana produzindo sua identidade visual, redefinindo seu estilo musical, produzindo seu primeiro CD e DVD com olhares voltados completamente a uma linha nova do sertanejo, voltado ao público teen. Ângela, minha esposa, descobriu o Luan na internet com o nome "Gurizinho". Ela me convenceu a trabalhar com ele. Por quanto tempo estiveram juntos? - Estivemos empresariando ele por um ano. O cachê inflou? - Sim, no início, ele ganhava R$ 2 mil por apresentação. Em um ano, subiu para R$ 250 mil. E por que a parceria acabou? - Ele decidiu rescindir o contrato, mas pagou os 50% da multa prevista. Você acaba de vencer o cantor Soracaba na Justiça. A assessoria dele divulgava um valor bem abaixo do estipulado pela Justiça... Foram quantos anos de disputa? - O escritório dele omitiu a identidade de quem foram seus mentores e construtores. Quem não é conhecedor do meio musical sertanejo, não tem ideia de onde nasceram Fernando & Sorocaba e Luan Santana. A impressão que se tem é que eles surgiram do nada. Não é assim. A verdade não é essa e está vindo à tona. Por trás desses produtos, há criadores e idealizadores. A disputa durou seis anos. Durante esse período, entregamos na mão de Deus toda a honra e glória, pois a justiça foi feita. Hoje, o Sorocaba é um excelente empresário... Acredita que, de alguma forma, o ensinou muito sobre o mercado? Qual sua contribuição? - Tudo que ele sabe aprendeu conosco. A única função que ele tinha durante o tempo que fui seu empresário era compor, vestir o figurino determinado e cantar. O restante era construído aos poucos por mim e minha esposa. Nossa contribuição para sua carreira é a seguinte: tudo o que ele é hoje, é resultado de muito trabalho e dedicação de nossa família. No mercado musical, a máxima "amigos, amigos, negócios à parte" é válida? - Nem sempre. Graças a Deus temos muitos amigos e parceiros em nossos projetos. E quais são esses projetos? Quem tem a carreira musical sob os seus cuidados? - Estamos com Marcus Fernandes, Bruno Malucelli, João Márcio e Fabiano, Da Mata e Matheus e as portas estão se abrindo nas rádios e contratantes para nossos projetos. Nossa missão é trazer retorno financeiro positivo para esses parceiros. Hoje, quais os nomes que estão em alta no cenário sertanejo? - Vários. Mas destacaria Jorge & Mateus e Henrique & Juliano. Dentes de porcelana, musculação, divulgação... A imagem é muito importante, hoje, para um cantor? - A imagem faz parte das exigências de mercado. Hoje, um artista bem-sucedido é um conjunto de coisas: imagem, timbre de voz, repertório, etc... Quanto custa "preparar" um cantor? - Os investimentos, hoje, têm uma variação de R$ 300 mil a R$ 5 milhões. E demora muito para obter retorno? - Depende muito. Temos retorno imediato, como foi o caso do Luan, que se pagou em 10 meses. Já o Fernando &Sorocaba trouxeram retorno em dois anos. Aos aspirantes a Luan e a Sorocaba, qual sua dica? - Vejo, no dia a dia, pessoas que investem muito dinheiro da maneira errada. Minha dica é: procure alguém sério, busque orientação e não saia investindo e distribuindo milhares de cópias de CDs sem ter um planejamento. O meio artístico é extremamente complicado, por isso é essencial ter uma orientação para não sair investindo em coisas que não dão certo. E seus planos e projetos? - Quero conseguir, novamente, estar influenciando positivamente o cenário musical. Estamos em meio a projetos grandiosos com músicos de outros estados: temos projetos com artistas em potencial de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná... O objetivo é dar oportunidade para que as pessoas realizem seus sonhosOs londrinenses acordaram cedo, no último domingo, e, presenteados com uma bela manhã de sol, participaram em peso da corrida Unimed Inspira. Realizado em três modalidades (caminhada de 2,7 quilômetros mais corrida com extensão de 4 e 8 quilômetros), o evento foi promovido pela Unimed Londrina em parceria com o Grupo Folha de Comunicação. A FOLHA participou do evento com uma tenda distribuindo brindes e bebidas. Além da corrida, também houve diversas atrações abertas ao público, como aulas de tai chi chuan, yoga, aula funcional, zumba e alongamento. As fotos de Bruno Ferraro trazem mais

Caroline Piva e Lilian Vieira

Giorgio Meletti e Andréia Semencio

Fernanda Lehrbaum e José Vitor Hidalgo

Carla e Carlos Hoffmann

Ana Paula Boinha, Leandro Ponte e Danieli Valerio

Aos 20 anos, Suzana Yosino Simões levou o nome de Londrina ao topo do pódio, no último mês, quando foi eleita a Miss Nikkey Brasil. Modelo dos 13 aos 16 anos, a bela morena estava afastada das passarelas para se dedicar à faculdade de Direito e a uma de suas paixões: a maquiagem. A convite da FOLHA, Suzana protagonizou ensaio para as lentes de Carmen Kley e o perfil a seguir
Êxito "Após cerca de quatro anos, retornei ao universo dos concursos apenas para participar do Miss Nikkey Londrina. Com a conquista dos títulos estadual e nacional, retomei a carreira de modelo, agora com novos convites e parcerias na área." Uma mulher realizada "Sinto-me realizada tanto estando em cima do palco, em frente às câmeras, quanto nos bastidores, cuidando da produção das minhas clientes." Mas que surpresa! "O Miss Nikkey Brasil foi uma felicíssima surpresa e me mostrou o quanto eu realmente me identifico e amo o universo da beleza. Acredito que a carreira de maquiadora foi consequência da identidade com esse universo"
Enquanto Nando não vem... Lilian Salvadori Soares e o marido, Fernando Soares, aguardam, com os filhos, Lara e Eduardo, a família aumentar. O flash, da Sonhos Altos, é exclusivo para a FOLHA





