Salve, simpatiaA nova safra de atores traz, entre seus destaques, Bernardo Mesquita. Aos 20 anos, ele começou com o pé direito, trabalhando em novela de Aguinaldo Silva. Em seguida, venceu a promoção "Procura-se Um Príncipe" e foi eleito o amado de Sasha no filme "Xuxa em O Fantástico Mistério de Feiurinha". O trabalho, conforme o ator, foi um divisor de águas em sua carreira.
Protagonizar "Malhação ID", a música, com a banda Noizz, e um reencontro com Xuxa, para trabalhar como repórter, foram os próximos passos. Em Londrina anteontem, quando participou da formatura de alunos do Studio Desirée Soares, Bernardo falou com exclusividade com a FOLHA. A trajetória musical, com a banda apadrinhada por Neymar, peça de teatro prestes a estrear, no Rio, e a volta às novelas recheiam o conteúdo. A foto é de Bruno Ferraro.
Você afirmou, certa vez, que fez teatro para vencer a timidez. E hoje, ela foi vencida ou camuflada?Em algumas situações, vencida e em outras, camuflada. Quando mais jovem, em festas, era muito tímido para me aproximar das meninas. Hoje, venci isso. Em relação ao trabalho, sempre fui articulado. O teatro ajudou em tudo em minha vida. Acredito que, para ser bom ator, você tem de fazer teatro.
Há exceções, não?Sem dúvidas, e uma delas é a Glória Pires, que não faz teatro e é uma grande atriz. De qualquer forma, como ator, quando me pedem uma dica, eu digo: faça teatro.
"Duas Caras" foi o início de tudo? Como foi trabalhar com o Aguinaldo Silva, autor da novela?"Duas Caras" foi um pontapé pequeno, pois participei na primeira fase, representando o personagem do Dalton Vigh. O Aguinaldo gostou bastante de meu trabalho, tanto é que voltei no final da novela.
E o trabalho com Xuxa, no cinema?Eu estava em casa e vi um anúncio de que havia um concurso para alguém ser escolhido o príncipe para o filme. Não hesitei. Fui ao Correio e mandei a carta com as fotos. Depois de um tempo, me ligaram e me avisaram que teria de fazer um teste. Foram várias etapas e o mais difícil é que era no palco do programa da Xuxa, ao vivo, para o Brasil inteiro. Na final, tive um "branco", e, graças ao improviso, consegui driblar o nervosismo. Esse papel mudou tudo em minha vida. Dali surgiram fãs, "Malhação", e participações como repórter, viajando o Brasil, no programa dela.
A parceria com a Xuxa prossegue?Sim, ela tem uma grande representatividade em minha vida. Sábado, apresentei o show de Natal dela, no Rio de Janeiro. O fato de transmitir essa responsabilidade a mim, acredito, mostra o quanto a Xuxa confia em mim e em meu trabalho. Ela é uma mãezona, me dá conselhos, não somente de trabalho, mas para a vida.
Facebook, Instagram e afins... É um galã conectado?Sim. O Instagram atualizo sempre, já o Twitter e o Face confesso que preciso melhorar a frequência.
E as polêmicas envolvendo os aplicativos que dão notas a homens e mulheres?Soube desse Lulu, em que as meninas avaliam os meninos. Não tenho preconceito, mas desativei meu perfil para não falarem de mim. As pessoas querem julgar sem saber quem são as pessoas de verdade, principalmente quando você está na mídia. Conheço muita gente que falava de mim sem me conhecer e isso me incomoda. Em relação à versão masculina do Lulu, achei desnecessária e pornográfica.
Você citou "Malhação". Qual acredita ser o segredo para a atração estar há 18 anos no ar?Creio que seja a mensagem jovem. Hoje, 70% da audiência da televisão é formada pela galera jovem. "Malhação" traz muito isso. A temporada de que participei não fugiu à regra e trouxe muitos elementos desse universo, tanto para os jovens, quanto para seus pais.
E a banda Noizz, como surgiu em sua vida?A música surgiu em minha vida exatamente na época de "Malhação". A gente toca do sertanejo ao funk, hip hop, tudo. As coisas se tornaram tão profissionais que estamos tocando no Brasil inteiro, fizemos o programa da Xuxa, aparecemos em festa em que o Neymar também estava presente e ele deu muita força à banda e hoje, graças a Deus, temos shows todos os finais de semana. Estamos nos preparando para levar a música às rádios também, mas claro que não vou deixar de lado a carreira de ator.
O que vem por aí?Estou ensaiando uma peça, que traz quatro personagens e apresenta os conflitos da gravidez na adolescência. Serei o Beto, um cara que fala o que vem à cabeça e que não quer que a mulher fique grávida, pois a namorada de seu melhor amigo está. E ele não quer viver essa situação. A direção é da Luiza Thiré, neta da Tônia Carrero e filha do Cecil Thiré, dois ícones da televisão brasileira. A galera de Londrina que estiver no Rio, não deixe de conferir, a partir de 22 de janeiro, na Casa da Gávea.
E as novelas?Se Deus quiser, em 2014 vêm aí muitas novidades.