Imagem ilustrativa da imagem SOCIAL THIAGO NASSIF
Giba neles!

Um dos principais nomes do vôlei mundial dos últimos tempos, Giba matou a saudade de Londrina, sua cidade de origem, no último mês. Cercado pelo carinho de familiares e da esposa, o londrinense esbanjou simpatia ao autografar o livro "Giba Neles!". A obra, escrita em parceria com o jornalista Luiz Paulo Montes, traz mais de 200 páginas repletas de revelações. Sem medo de se expor, o ídolo, com história repleta de momentos de superação – como a leucemia aos quatro meses de idade - e polêmicas falou com a FOLHA. Confira o bate-papo.

Vinte e sete anos dedicados ao vôlei, 20 somente de seleção... Quando surgiu a ideia de escrever o livro?
A história nasceu em 2008, após os jogos de Pequim, quando eu ia deixar a seleção. A Globo Livros me procurou e ali começamos a conversar. À época, falei que ia até os jogos de Londres. No começo deste ano fechamos o contrato.

A seleção campeã olímpica de 2004 foi o time dos times?
O time da Copa do Mundo de 2003 até a saída do Ricardo, na Liga Mundial da Polônia, foi realmente "o time". Creio que perdemos quatro jogos, o time jogava por música. Acredito que dos esportes coletivos, ninguém conseguiu um feito tão grande quanto o que conseguimos naquele período.

Falando em Ricardinho, qual sua relação com ele?
Da minha parte, nossa relação nunca foi abalada. Houve um problema de grupo, de coisas que aconteceram durante um período e acarretaram várias consequências, mas foi normal, tanto que o Ricardo participou da Olimpíada de Londres.

Hoje, como vê a seleção brasileira de vôlei?
A seleção continua no grupo de elite. Se formos lembrar, as duas únicas Ligas Mundiais que não ganhamos foram dentro do Brasil (risos), uma no Mineirinho e outra no Maracanãzinho. A seleção fez a final do Campeonato Mundial do ano passado. Depois de minha geração, estamos muito bem.

Dos jogadores em atividade, qual o "top 3" da seleção brasileira?
Há o top 3 da geração e o cara que é o cara. Bruninho, Lucarelli e o Lucão estão sendo o carro-chefe. O Serginho não tem nem como colocar no top 3 porque ele é hors concours: ele é o cara, sempre foi, deu ao líbero a devida importância que ele deve ter. O Serginho mudou a história...

No livro, há uma passagem em que você fala sobre ter quebrado o pênis antes de uma partida...
Descobri que quebrar o pênis é algo normal, o urologista me disse e acho importante avisar todo mundo: é importante ir devagar pra não ter o mesmo problema que eu tive (risos).

Quais seus projetos?
Se eu falar de meus projetos, fico aqui até amanhã cedo (risos). Fiz uma holding em que tenho várias empresas dentro dela. Uma delas é uma empresa de alimentos. Tenho também uma representação de energia solar, estou como comentarista da Globo, fazendo muitas palestras Brasil afora, além de contratos de publicidade. É isso, o negócio é partir pra frente e repassar todo o conhecimento que tive: faço a palestra em cinco idiomas.

Giba de perto
Tenho mania de... "Assistir a muitos filmes."
Meu defeito é... "Não conseguir dormir muito."
Minha relação com Londrina... "Nasci aqui, minha família é pioneira. Tenho só a agradecer. Comecei a jogar no Canadá Country Club que hoje nem existe. O clube foi um celeiro de grandes esportistas. Passei muito tempo lá."
As alegrias de Giba... "Meu sonho desde que comecei a jogar era participar de uma Olimpíada.
Vencer, ser eleito o melhor jogador e minha filha nascer no meio da competição foram muito gratificantes."
E as tristezas... "Não tive tristezas. As derrotas me fizeram crescer."
Os sonhos de Giba... "Quero ver meus filhos com saúde e meus netos nascerem. O resto é correr atrás. Minha mulher sempre fala uma frase: corra seus riscos e siga seus sonhos"

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