Folha Gente Atualizado em 10/10/2015, 23:00
Social - Thiago Nassif

Jornalista da Rede Globo, editor-chefe do "Cidades e Soluções", na Globo News, professor de Jornalismo Ambiental e escritor, André Trigueiro esteve em Londrina no fim de setembro. Convidado da 24ª Semana Espírita londrinense, André lançou o livro "Viver é a Melhor Opção A prevenção do suicídio no Brasil e no mundo". Nesta entrevista à FOLHA, o jornalista fala sobre o tema que até hoje é tabu. "Se a gente empurra o assunto para debaixo do tapete e ele não está no radar da sociedade, ele não existe. Por isso, é importante entender a mente de um suicida e saber quais condutas adotar. Com o livro, quero falar de vida, de Saúde Pública. Não é um livro de autoajuda. Ajudo a ajudar a ter coragem para seguir em frente". A foto é de Marcos Zanutto.
Como surgiu a ideia de criar o livro? Esse é um assunto que eu venho pesquisando desde 1999. É o tempo que eu conheço o CVV. Nos últimos seis meses, reunimos as informações mais atualizadas para o livro. Deu tempo de colocar o maior e mais importante relatório sobre prevenção do suicídio, lançado pela ONU ano passado. Segundo a OMS, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos... Enquanto houver tabu, esse acesso está prejudicado. Há 27 anos, a atriz Cássia Kiss foi protagonista de campanha do Ministério da Saúde ensinando mulheres a fazerem o autoexame no seio, prevenindo o câncer de mama. Foi um escândalo na época, porque ela mostrou os seios e, sem papas na língua, falou às mulheres. Os conservadores da época, puritanos, disseram que era pornografia, pouca vergonha as crianças verem aquela imagem. Pergunte a profissionais de saúde o resultado daquela campanha. Uma avalanche de mulheres conseguiram, a tempo e hora, evitar as piores consequências do câncer. O suicídio é um assunto invisível? Como está a questão do acesso à informação? Sim, está fora do radar da sociedade. Enquanto for assim, esse problema será de Saúde Pública. É assim que a OMS fala que é no mundo e o governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, também diz que é um tabu. Informação faz a diferença na direção da prevenção de dengue, tuberculose, hanseníase, AIDS e DSTs e não é diferente em relação ao suicídio. O que se precisa saber em relação ao suicídio? Que é passível de prevenção em 90% dos episódios porque, de cada dez casos de suicídio consumados, nove estão relacionados a psicopatologias de ordem mental diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão; uso regular de substâncias químicas que alteram o sistema nervoso (drogas lícitas e ilícitas) e transtorno de personalidade (esquizofrenia, etc..). Reconhecendo os sintomas, a gente precisa procurar ajuda. Há vários tipos de depressão e, na maioria dos casos, você não supera isso com vontade ou mudando dieta. Precisa de ajuda. Quais os indicadores de que estamos diante de uma situação que poderá inspirar a ideia suicida? Desânimo profundo, desalento, prostração, uma tristeza que não passa. Alguns especialistas que entrevistei ressaltaram que essa tristeza, nos casos de suicídio, não está relacionada a um luto e não tem causa muito bem definida, perdurando por duas, três semanas. Encapsulamento, isolamento social, baixo desempenho (escolar, universitário ou no trabalho), tudo isso pode ter "n" causas. Talvez a vida não esteja valendo a pena e a ideia suicida pode encontrar, nesse cenário, campo fértil para começar a ganhar densidade, na linha do tempo, até que num dado momento isso surge como algo que faz sentido. O depressivo não consegue se imaginar fora da armadilha, dessa alteração da bioquímica do cérebro. Se você reconhece, com a ajuda de um especialista, que você é portador de uma doença tratável e eventualmente curável, isso muda tudo! Os profissionais da saúde sabem o que fazer? Majoritariamente não. Eles saem da faculdade crus. Há um psiquiatra que lançou o livro "Trocando seis por meia dúzia", que é uma coletânea de registros colhidos por profissionais de saúde a partir do tratamento desses casos. Há um relato muito chocante, no Rio de Janeiro, numa unidade pública. Olha o absurdo que uma desinformação provoca: uma pessoa que havia tentado se matar estava ocupando um leito. Um profissional de saúde hostilizou o paciente, sugerindo a ele, da próxima vez, alcançar esse objetivo, uma vez que "estava ocupando o leito de alguém que queria viver" Isso mostra o tamanho do despreparo. Tudo que uma pessoa que tentou desaparecer não merece ouvir, ela ouviu! Ela precisa de ajuda. Estamos engatinhando no tema, então? O Brasil é o país das múltiplas prioridades. Se eu fraturo uma perna, em Londrina não, mas no Rio de Janeiro, corro o risco de sábado, às 3 da tarde, chegar ao hospital e não ter o plantonista da Ortopedia. O tema não é considerado uma deficiência, mas vamos combinar: uma pessoa não morre por uma perna quebrada, de forma rápida. Uma pessoa em crise precisa de cuidado urgente, não dá para brincar com isso. Como abordar, no jornalismo, a Saúde Pública sem incorrer no sensacionalismo? Não se deve abordar ocorrências, salvo o fato de que não podemos brigar com a notícia. Exemplo: Robin Williams. Ano passado, foi o caso mais citado no Google. O mundo ficou perplexo. Não dá para fingir que não aconteceu e tem de dizer que foi suicídio. A OMS orienta jornalistas em "sendo inevitável" falar sobre o tema. Não enaltecer as qualidades morais do suicida e não falar sobre o método empregado são algumas das dicas para se evitar a "sugestão". Frases e fatos "A pessoa pode determinar o autoextermínio, que é uma violência absurda, por conta de um transtorno passageiro. Isso me choca e a razão pela qual resolvi me lançar nesse projeto." - No último mês, foi comemorado o Setembro Amarelo. "O amarelo simboliza esse movimento pela vida, na prevenção de suicídios." - Em novembro, André participa de encontro com profissionais de saúde. "Vamos discutir o que é possível, para profissionais da área, fazer diante de um quadro em que alguém tentou se matar ou verbaliza esse desejo." - O Rio Grande do Sul lidera o ranking de casos de suicídios no Brasil. "Um dos indicadores que explicam é a inalação involuntária de substâncias voláteis desprendidas por agrotóxico. Londrina, por ser uma cidade produtora, também pode apresentar esse risco. Inalar veneno altera a bioquímica do cérebro: a pessoa mergulha numa depressão profunda." - A primeira prensagem, de 5 mil exemplares, esgotou prontamente. "Viver é a Melhor Opção" teve mais de 30 mil unidades impressas. "Entramos nessa sem nenhuma expectativa", revela. - "Nunca tentei me matar, não teria problemas em falar isso abertamente. Não tenho e nem tive depressão, mas, como jornalista, me sinto desafiado, entendo que a informação pode salvar vidas, ajudar as pessoas." - O Brasil é o oitavo do mundo, conforme André, em números absolutos de casos de suicídio. - "Tenho, como melhor feedback, os relatos de pessoas que, depois de lerem o livro, afirmaram, em meio a uma situação muito barra pesada, ter encontrado ali ânimo, alento, coragem para seguir em frente. Se isso acontecesse com uma única pessoa, para mim é golaço!". - Os direitos autorais do livro serão revertidos ao Centro de Valorização da Vida (CVV).Thamara Borges recebeu amigos no Royal Golf. A comemoração de aniversário teve gostinho de despedida: no último dia 29, ela transferiu residência para Londres, onde vai cursar Relações Internacionais, Economia e Direito. DJ César Ricardo, pirofagia e modelos dando as boas-vindas aos convidados pontuaram a sunset party. Nos bastidores da recepção, o promoter Reginaldo Torres. As fotos de Bruno Ferraro trazem mais

Thayara, Karina e Thamara Borges

Leonardo Bonilha e Fernanda Guasti

Maria Fernanda Testa e Fernanda Salinet

Gabriela Victorelli e Lucca Chineze

Para Flávia Victorelli Nabhan, trabalhar é prazer em todos os momentos. "Nunca consigo desligar, pois meu trabalho é também minha diversão!", diz. Formada em Marketing de Moda nos Estados Unidos, a londrinense atua no segmento de home & living e vê sua marca, a Fau, em franca expansão. A FOLHA falou com a empresária. Foto de Bruno Ferraro
O início "A empresa nasceu há três anos, quando estava grávida de meu terceiro filho. Vi a real necessidade de montar um quartinho para meu filho e também de tirar o outro do berço." Minha casa, minha inspiração "Quando conseguimos empreender a partir de uma realidade nossa é tudo muito mais natural. Foi o que aconteceu comigo. Para mim, é muito gratificante poder fazer parte de momentos mágicos da vida de alguém." Desafios: o desafio é empreender no Brasil. Aprendo, na prática, com os erros e acertos. Um hobby: viajar e conhecer quartos de hotel! Melhor viagem: a primeira ida à maternidade de madrugada para ganhar a Sophia. Um sonho: continuar trabalhando e fazendo a diferença na vida das pessoas que compartilham meu sonhoAproximadamente mil pessoas prestigiaram o evento que comemorou os 30 anos da cooperativa de crédito Sicredi União PR/SP. A festa aconteceu no Buffet Planalto, dia 23 de setembro, reunindo associados, colaboradores, diretores, imprensa e autoridades. A noite foi ainda mais especial com a entrega dos prêmios da campanha "União que dá Prêmios" aos três associados sorteados na regional norte e terminou em grande estilo com o show surpresa com o cantor Daniel. Em mais uma incursão em Londrina, o sertanejo esbanjou simpatia e recebeu fãs e associados no camarim. Mais, nas fotos

Padre Antonio Maria, Cloara Pinheiro e o cantor Daniel

O presidente da Sicredi União, Wellington Ferreira e o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Sgarioni

Edson da Silva Rocha, Marcelo Nogueira e Waldir Guimarães

Gustavo Nicoletti e Suelen Souza Lopes, gerentes da Sicredi em Londrina

Marcelo Janene El Kadre e a esposa, Elaine





