Bola pro Mato - Futebol moderno
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segunda-feira, 02 de julho de 2018
Thiago Mossini 
Se você é estudioso, entendidão de futebol e foi mal no bolão da firma, fique tranquilo: você não está sozinho. A lógica, o favoritismo, os times táticos, não foram parceiros neste Mundial e ferraram quem fez as apostas olhando por esses quesitos. Mas essa Copa do Mundo está "meio louca", como muita gente anda falando? Acredito que não. A Copa, na verdade, está mostrando uma nova realidade do futebol moderno, que é a prevalência da força física, da compactação, do alto poder de marcação, que acaba amarrando os jogos, igualando as forças e deixando para trás times favoritos.
Ao contrário de outras Copas, se te perguntarem quem é o grande craque desta, você certamente terá dificuldade em citar um nome. Não há um cara que jogou muito, fazendo gols, driblando, dando assistências, vencendo jogos. Aquele craque que carregava a 10 e o time nas costas é cada vez mais raro. Aí, o treinador de uma seleção mais limitada espalha os gigantes para fechar a casinha e joga por uma bola. Neste futebol moderno, até o lateral é valioso e faz com que um jogador atravesse o campo para cobrá-lo. Se você é saudosista, imagino como deve ser doído assistir a jogos assim. Mas acostume-se, porque será cada vez mais desta forma.
E o Brasil? Claro que o Brasil ainda tem o que evoluir e tem carências, mas, nessa Copa da força física, está conseguindo se destacar mesmo com um time leve. A ficha de Neymar caiu, passou a jogar mais pelo time do que para ele e isso teve reflexos significativos na seleção. Ainda acredito que Jesus deveria abrir o caminho para Firmino passar, já que o jogador do Liverpool está em melhor fase, mas Tite deve insistir com o atacante do City. Nas quartas, o time tem pela frente uma pedreiraça, que é a Bélgica. Que a teimosia do treinador não atrapalhe o Brasil.
Enquanto isso, no Café...
Passamos vergonha por muito tempo com a várzea que era o placar do estádio do Café. Agora temos um bonitão, de dar inveja, mas aí algum mané que opera o negócio vai lá e faz aquela palhaçada. Sempre fui a favor da cornetagem no futebol e sou contra o mimimi, mas fica para o torcedor e para os jogadores se provocarem. Ali é diferente. É uma instituição fazendo chacota com outra instituição que não tinha nada a ver com o jogo que iria acontecer no estádio. Pior do que a frase foi a desculpa que arrumaram. Meu Deus!


