As vitórias do Tubarão
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terça-feira, 20 de novembro de 2018
De todas as temporadas do Londrina na Série B sob a gestão SM Sports, essa talvez tenha sido a que mais emocionou, juntou pessoas e, arrisco, mais conquistou novos torcedores, e é nessa galerinha que o foco precisa estar direcionado. São eles que vão crescer levando o Tubarão no peito. Na sexta-feira (16), em meio às quase 25 mil pessoas que estavam lá no Café, muitas eram crianças e pré-adolescentes. Molecada que se orgulha em desfilar de azul celeste e branco e que "brigará" com os pais se não forem aos jogos daqui para frente. Um time faz novos torcedores com conquistas, ídolos e histórias marcantes, como foi a do Tubarão em 2018, um ano que tinha tudo para terminar trágico e acabou vitorioso. Subir ou não faz parte. Não foi esse ano? Pode ser ano que vem, quem sabe.
Roberto Fonseca, técnico que muita gente torceu o nariz quando foi anunciado, principalmente pelo histórico de retranca, se reinventou. Fez o time jogar futebol, algo que parece proibido no Brasil de hoje. Fez o time ter vontade de vencer, de fazer gols. Resgatou no torcedor a vontade de ir ao estádio e nos jogadores o tesão de ir a campo.
Junto com ele, o time teve um ídolo novamente, aquele cara que te tira de casa para ir ao estádio porque você sabe que ele vai resolver o jogo. Dagoberto tem uma história fantástica no futebol, mas vinha em baixa e precisava dar a volta por cima. Foi um monstro e virou o ídolo dessa molecada.
Claro que foi doído ouvir umas besteiras ditas por alguns "manés" na porta do estádio após a desclassificação. Gente que foi ao estádio "porque todo mundo ia" ou porque "estava na moda". Mas que muita gente repensou sua ligação com o time e a forma como torcia, ah, repensou. Está mais do que provado que time esforçado, com vontade e vencedor conquista o torcedor. Também está mais do que provado que, com a arquibancada vazia, é difícil ter um time assim. O acesso não veio, não, por causa da derrota de sexta ou do empate em Barueri. Não veio por causa de alguns equívocos no planejamento do primeiro turno e pelos deuses da bola, que decidiram que ainda não era a hora de subir. A lição que precisa ficar é de que o campeonato vale o ano todo, não somente nas rodadas finais. Assim como o time precisa ser montado pensando nos dois turnos, o torcedor precisa comparecer e fazer o seu papel desde o começo, não somente "na boa". Que em 2019 esse namoro dure o ano todo e termine com final feliz.



