Imagem ilustrativa da imagem Três santas, três visões
| Foto: Arquivo Familiar



MARIA

Dr. José era ateu. Deixou isso muito claro antes da cirurgia, e foi enfático ao dizer que as chances de sobrevivência da paciente eram quase nulas. "Será um último recurso, mas dificilmente sua mãe sairá viva do centro cirúrgico", disse o médico, que considerava um dever preparar a família para o pior.
Era o ano de 1982. Elizabeth saiu do hospital com o coração pequeno e ferido; estava desnorteada. Na calçada da frente, havia uma jovem senhora distribuindo papéis. Embora aquele fosse um ano eleitoral, a mulher não distribuía material político. Era outro tipo de campanha: a novena da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt. No livreto, havia a foto de um senhor sorridente: o Padre José Kentenich.
Então Elizabeth começou a rezar à Mãe de Deus pedindo por sua mãe. Se ela não pudesse sobreviver, que ao menos fosse poupada de grandes sofrimentos.
A cirurgia durou nada menos que 15 horas. Extenuado, Dr. José abriu a porta do centro cirúrgico e dirigiu-se a Elizabeth:
— Sua mãe viverá. Só não me peça para dizer o que aconteceu neste centro cirúrgico, porque não tenho palavras.
A mãe de Elizabeth, milagrosamente curada de um câncer, viveu mais 15 anos. A família pensou em vender a casa para pagar a cirurgia, mas Dr. José recusou qualquer tipo de pagamento.
Depois, a mãe contou à filha o sonho que teve durante a cirurgia: um velho padre, sorridente, caminhava por um jardim, em direção a um santuário.
Então Dr. José passou a acreditar.

TERESINHA
Carlos esperava o nascimento da filha Teresa. O nome seria dado em homenagem a Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Há muitos anos, Teresinha sempre enviara sinais muito claros de sua presença na vida de Carlos.
Bárbara, a mulher de Carlos, entrou em trabalho de parto no dia 8 de setembro. A pequena Teresa nasceu, portanto, no Dia da Natividade de Nossa Senhora.
Enquanto mãe e filha estavam no quarto do hospital — o mesmo hospital onde Dr. José se convertera —, Carlos abriu um livro ao acaso e descobriu que Santa Teresinha havia feito a sua profissão religiosa, tornando-se freira carmelita, em 8 de setembro de 1890.
Então Carlos chorou e viu as rosas.

BÁRBARA
Durante muitos anos, Nilo não soube que fim teria levado aquela estátua de mármore que ficava na escadaria de um prédio histórico de Londrina. Um dia, precisou fazer orçamento para uma obra e foi à marmoraria de um amigo.
Lá estava a escultura. Mas ele não sabia quem era aquela moça em atitude de oração.
Um dia, um padre amigo viu a estátua e disse:
— É Santa Bárbara.
A mártir cristã, que viveu no final do século III, preferiu ser torturada e morta a renegar sua fé. Hoje ela é considera a santa da fortaleza, que nos protege dos raios e tormentas.
Então, ao contemplar a estátua da jovem cristã, fiz esta prece:
— Santa Bárbara, acalmai a tempestade no coração do mundo.

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