Todos os dias passo pela frente da agência do Banco do Brasil na Avenida Madre Leônia Milito. Hoje mesmo eu iria lá e pagar meu condomínio.

Por volta das 10 horas da manhã, bandidos armados tentaram assaltar a agência. Um dos ladrões usou uma marreta para quebrar uma das portas de vidro da agência e entrou gritando:

— Perdeu! Perdeu! É um assalto!

Houve, em seguida, uma troca de tiros entre os bandidos e os seguranças da agência. Os bandidos fugiram, sem levar nada, em um carro da marca Hyundai, que abandonaram perto do campus da UEL. A polícia está atrás deles.

Ninguém se feriu, mas os funcionários e clientes da agência ficaram profundamente abalados com a violência e a desfaçatez dos bandidos. Conversei com uma das funcionárias e senti a marca do medo em sua voz.

Quando digo que estamos vivendo uma guerra entre a Páscoa e a Antipáscoa, não estou brincando. Vivemos hoje, em toda parte, os tempos descritos por W. B. Yeats no poema "A Segunda Vinda":

Desagrega-se tudo; o centro não segura;
Está solta no mundo a simples anarquia.
Está solta a maré escura do sangue, e em toda parte
A cerimônia da inocência se afogou;
Falta aos melhores convicção, enquanto os piores
Estão cheios de ardor apaixonado.

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