Imagem ilustrativa da imagem Sindicato de Ladrões
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Assisti recentemente ao filme "Sindicato de Ladrões", de Elia Kazan, e descobri que todo crime, no fundo, é um roubo. Então fiquei pensando em nosso país.

Quando três membros da 1ª Turma do STF — Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Rosa Weber — abriram o precedente para descriminalizar o aborto até três meses de gestação, roubaram de inúmeras crianças o direito de nascer. Em minha opinião, esse foi um dos acontecimentos mais tristes desta semana terrível. Tão triste quanto o voo da morte da Chapecoense. Significativamente, o nome da companhia aérea venezuelana — à qual pertencia o avião que caiu na Colômbia — é Lamia. O mesmo nome do monstro mitológico cuja predileção era devorar crianças. Nos dois casos, vidas foram roubadas.

Na calada da noite, os deputados federais desfiguraram as 10 Medidas Contra a Corrupção, inserindo emendas perniciosas no projeto popular assinado por mais de 2 milhões de brasileiros. Em busca de anistia e impunidade, os membros do estamento burocrático querem destruir a Operação Lava Jato, livrar os políticos da cadeia (inclusive o chefe da quadrilha) e garantir o domínio de Brasília sobre o Brasil. Estão roubando, uma a uma, todas as esperanças do povo.

Nas cercanias do Congresso Nacional, os filhos da CUT protestavam. Contra quê? Contra a anistia aos corruptos? Contra o golpe na Lava Jato? Contra a morte de crianças indefesas? Nada disso: vestidos de vermelho e de punhos cerrados, protestavam contra o único projeto realmente importante apresentado pelo atual governo: a PEC do Teto. A PEC, como se sabe, pretende limitar os gastos públicos para reconstruir o país em ruínas deixado pelo PT. Refere-se aos gastos globais do governo, e não impede o acréscimo de recursos para áreas como saúde, educação e segurança. Trata-se de uma medida racional e necessária para que o Brasil não mergulhe de vez no abismo.

E por que os filhos da CUT são contra a PEC 55? Porque, ao limitar os gastos públicos, ela reduz os benefícios daqueles que vivem parasitando o Estado brasileiro. A alternativa à PEC 55, como sabem muito bem os companheiros mais inteligentes, seria aumentar impostos e inflação. Justamente as duas estratégias econômicas preferidas pela esquerda para dominar a sociedade, deixando empresários e trabalhadores de joelhos diante do poder estatal. (Há companheiros honestos e inteligentes. O problema é que os honestos não são inteligentes e os inteligentes não são honestos.)

Milhões de filhos do Brasil foram às ruas contra Dilma, Lula e o PT. Não houve uma vidraça quebrada; o momento mais tenso foi quando políticos tucanos foram expulsos de uma manifestação. Mas basta os filhos da CUT se juntarem para haver quebra-quebra, agressões, ameaças, carros queimados, trabalhadores agredidos.

Dentro ou fora dos palácios, sindicatos e gabinetes, eles querem mesmo é roubar a nossa paz.

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